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domingo, 8 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher / International Women's Day / Día Internacional de la Mujer

“A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada. Que ela receba a recompensa merecida, e as suas obras sejam elogiadas à porta da cidade.” Provérbios 31.30-31
O Dia Internacional da Mulher é um dia de luta e relembra as operárias têxteis de Nova Iorque em greve por melhores condições de trabalho, as mulheres russas que lutavam por paz, pão e terra, além de tantas outras batalhas. Muitas são as versões sobre a origem do Dia Internacional da Mulher.
A mais mencionada é a data de 8 de março de 1857, dia em que centenas de trabalhadoras de uma fábrica têxtil, em Nova York, entraram em greve. Eram 129 operárias têxteis, exigindo aumento de salários, redução da jornada de trabalho de dezesseis para oito horas diárias, melhores condições de trabalho e licença maternidade.
Apesar de todo o esforço, as trabalhadoras não foram atendidas em suas solicitações. O movimento terminou em tragédia. Para reprimir as grevistas, as forças policiais e os patrões atearam fogo na fábrica, após trancarem as portas, e as operárias morreram queimadas no interior da empresa, onde estavam concentradas. A partir de 1922, o Dia Internacional da Mulher tem sido celebrado oficialmente no dia 8 de março.
Pensa que essa história acabou? Um relatório anual do Fundo para Populações da ONU divulgado no início do ano 2001 revelou que as mulheres em todo o mundo enfrentam situações mais difíceis que os homens, como agressões físicas e tratamento diferenciado e discriminatório. O relatório mostrou que uma em cada três mulheres já foi agredida fisicamente. Sessenta milhões de meninas poderiam estar vivas se não tivessem sido vítimas de aborto seletivo, homicídio ou negligência. Aproximadamente 13 milhões de mulheres já foram forçadas à mutilação genital e, a cada ano, milhares morrem nos chamados crimes de honra. Além disso, dois milhões de mulheres de 5 a 15 anos entram para o mercado da prostituição.
O mesmo se dá no Brasil: segundo uma pesquisa do Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser) e as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, o número de casos de lesão corporal dolosa contra mulheres quase dobrou nos últimos nove anos do século XX, passando de 17.596 para 34.831. 59% dos registros feitos por mulheres são de queixas de lesões dolosas. Devido ao resultado, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher tem realizado uma campanha de combate à violência em todo o Estado do Rio de Janeiro, com apoio do governo estadual, cujo slogan é “Quem cala consente”.

Neste Dia Internacional da Mulher, nossos mais sinceros respeitos por sua luta. Não é um dia só de comemorações, mas também de consciência e respeito à dignidade da figura humana na pessoa da mulher.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Trabalhar demais aumenta risco de demência / Working increases risk of dementia / El trabajo aumenta el riesgo de demencia

Não é brincadeira. Saiu na revista de ciência da BBC. Uma pesquisa liderada por cientistas finlandeses sugere que excesso de trabalho pode aumentar o risco de declínio mental e, possivelmente, de demência. Demência é um termo genérico que descreve a deterioração de funções como memória, linguagem, orientação e julgamento. O Mal de Alzheimer, com dois terços dos casos, é a forma mais comum e mais grave a que se corre o risco de chegar.
Quando li essa notícia hoje, não consegui deixar de associar à espiritualidade. Eu preciso levar isso mais a sério. Você já reparou o quanto a gente gasta tempo fazendo coisas completamente desnecessárias? E como a gente acumula coisas na vida só pra ter que arrumar depois? Faça uma lista das coisas desnecessárias que você faz:
- Ler e-mail todo dia. No tempo da carta não era assim. O carteiro passava uma ou duas vezes por semana e isso resolvia o nosso problema de comunicação. Hoje a gente tem a caixa de correspondência do webmail lotada com um montão de informações que não servem para nada.
- Fazer compras em supermercado. Você já reparou que parece que todo mundo resolve fazer compras na mesma época? O supermercado sempre lotado, fila para tudo. Sem contar o fato de que tem que encher o carrinho durante as compras, esvaziar o carrinho no caixa, encher o carrinho depois de pagar as compras, esvaziar o carrinho para pôr as compras no carro, esvaziar o carro para levar as compras para dentro de casa, colocar as compras arrumadas no armário, para depois tirar as compras do armário para pôr em uso. Não é muita coisa? Não seria mais fácil buscar o que precisa na birosca da esquina?
- Viagem para visitar a família. Meus familiares moram a uma hora de carro da minha casa. Mas se vamos passar uma noite por lá, haja trabalho. Arruma bagagem para ir com um montão de coisas que você imagina que pode usar. Quando chega lá, não usa metade que levou e volta com tudo de novo pra casa. Nessa, meu cunhado leva a pior quando vem passar uns dias com a gente. Ele tem dois filhos pequenos. Só o viedogame das crianças é um desastre. Desmonta videogame, monta de novo, para depois desmontar quando for embora, para ainda montar de novo quando chegar lá. E quando esqueceu aquele cabinho imprescindível para conectar? Coitado.
- Faxina da casa. Eu nunca entendi direito a lógica da faxina. Primeiro você suja, depois você limpa para poder sujar de novo. É sempre a mesma coisa. A minha parte da faxina em casa é limpar o banheiro. Já tenho a traquitana toda no esquema. Rodo, vassoura, balde, escova, pano-de-chão, esponja tudo já na mão para não ter que procurar muito na hora da limpeza. Aí vem a parte que eu mais gosto: aquele spray com o tira-limo e o desinfetante que remove tudo só na borrifada, sem fazer esforço. Só assim para resistir.
- Férias. Não há nada mais trabalhoso do que férias. Você passa o ano inteiro planejando a viagem, os compromissos, as oportunidades. No final, descobre que não deu para fazer nada. Teve um ano que decidimos fazer uma viagem de carro para o sul. Passei mais tempo na fase do planejamento do que na viagem. Deu tudo certo, claro. Mas deu muito trabalho fazer todos os preparativos.
Foi aí que lembrei do conselho bíblico: “Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?” (Isaías 55.2). Mas como evitar o trabalho? A maneira como o ser humano interfere na natureza é através do trabalho. É o modo como transformamos a nossa realidade.
Uma coisa é certa, não conseguimos evitar o trabalho. Mas é preciso que se tenha sabedoria para aproveitar bem a vida e desfrutar do melhor que Deus tem preparado para nós. Trabalhar sem a perspectiva do cuidado de Deus já é um indício de demência.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Um profissional a serviço do Reino / A professional serving the Kingdom

Neemias foi um homem usado por Deus, modelo de um profissional a serviço do Reino. Sua profissão: copeiro do rei babilônico Artaxerxes, residente na cidade de Susã. Estamos falando de um dos mais imponentes e aristocráticos reis que os babilônicos conheceram e da cidade mais progressista daquela época.
Em sua profissão, Neemias nunca esteve triste, aborrecido ou chateado com alguma coisa. O rei, seu patrão, podia constatar isso, tanto que preferia o vinho que era servido pelas mãos de Neemias. Como servo, não murmurava, não se queixava do salário ou do serviço, nem fazia planos de largar tudo na primeira oportunidade que aparecesse. Mas nem por isso era um acomodado.
Mesmo sendo um escravo, Neemias estava satisfeito com o posto que conseguira com seus esforços, fruto de seu trabalho dedicado. Em todo o tempo, apesar da sua condição, ele fez o melhor que pôde. Poderia ter sido melhor, se tivesse crescido livre, em condições de estudar e encontrar melhores empregos. Mas, o que importava? Ser escravo foi a chance que teve. Restava a ele aproveitar aquela oportunidade da melhor forma possível. Tornou-se o escravo copeiro de confiança do rei!
Um dia ele soube como estava a sua cidade de origem, onde se encontravam os restos mortais de sua família e o restos de suas lembranças de infância. Tudo destruído e desolado, toda a sua gente na mais completa miséria. Lembrou-se das palavras de Deus, plantadas por seus pais desde criancinha. Dali por diante, tudo o que tinha conseguido com seu esforço passaria a ser de menor importância diante da necessidade de alguém que se coloca nas mãos de Deus.
Para isso, ele orou ao Deus vivo que tudo vê. Deus moveu o coração do rei, Deus moveu os reinos vizinhos, Deus moveu o intento dos inimigos, Deus moveu o coração daquele povo sofrido. Notem a diferença: um homem dedicado naquilo que faz orou ao Deus dos impossíveis, dizendo: “faze prosperar hoje o teu servo e dá-lhe graça perante este homem” (Neemias 1.11).

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Quando o trabalho duro se torna excesso / Workaholic, perfection addict

O trabalho em excesso é um problema que se torna imperceptível porque se confunde com uma virtude. Mas dedicação excessiva ao trabalho já é tratada como um mal que precisa de uma terapia adequada. O nome que se dá à pessoa acometida dessa enfermidade é workaholic.
A maioria dos workaholics é perfeccionista, tem uma necessidade de controle ou então apresenta uma combinação dessas características. O assunto vem despertando o interesse há algum tempo. Um número maior de profissionais de saúde mental atualmente considera o vício em trabalho um problema capaz de causar danos tanto mentais quanto físicos.
É provável que você seja ou se torne um workaholic. Se você se sente compelido a trabalhar apenas por trabalhar e sente pânico, ansiedade ou é tomado por uma sensação de perda quando não está trabalhando você já experimenta alguns sintomas. O workaholic é viciado em atividades incessantes e procura uma maneira de se envolver mais com a tarefa. Ele não está procurando maneiras de se tornar mais eficientes; está simplesmente buscando formas de sempre ter mais trabalho a fazer.
Não se trata apenas de aqui valorizar a preguiça ou o ostracismo. Se bem que há produtividade no ócio. A diferença é que a pessoa que não é um workaholic sabe como estabelecer limites. Algumas vezes qualquer um de nós precisa trabalhar durante longas horas, mas cada um tem um regulador interno que diz quando isso está indo longe demais.
Pesquisas recentes tem descoberto que o estresse que acompanha o trabalho excessivo pode levar ao uso abusivo de substâncias como álcool e drogas, desordens de sono, ansiedade e até mesmo a problemas físicos como doenças do coração.
No ambiente de trabalho, o workaholic, além de desencorajar a eficiência, ele pode gerar um estresse enorme entre os outros funcionários. Se for um chefe, pode esperar que os seus subordinados trabalhem muitas horas ou mesmo forçá-los a tentar atingir padrões impossíveis a empreender ações para consertar as coisas quando o resultado disso tudo for qualificado como medíocre.
A pessoa que trabalha muito pode parecer um herói, ao colocar-se a disposição para resolver uma crise após a outra, quando na verdade essas crises poderiam ter sido evitadas. Às vezes, o workaholic pode ter inconscientemente criado problemas a fim de gerar jornadas intermináveis de mais trabalho. Se você chegou a esse ponto, uma advertência: procure ajuda, você precisa de um profissional que te acompanhe.
A reflexão sobre o trabalho em excesso nos ajuda a encontrar o sentido da necessidade de parar. Se você está envolvido em tarefas estressantes, experimente parar um pouco. Poucos minutos que seja. Sinta alegria por não ter que ir a lugar nenhum, de não precisar de pressa. Um tempo para se sentir feliz. Esqueça por um pouco das tarefas, das contas, dos telefonemas, dos e-mails. Reserve um tempo para ser. Isso também é espiritualidade.

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