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segunda-feira, 20 de maio de 2024

Faça a vida valer a pena: Invista mais em você / Make life worth living: Invest more in yourself / Haga que la vida valga la pena: invierta más en usted mismo

Vale a pena viver. E a maior prova disso é que lutamos para chegar até aqui. Não importa como, mas eu e você nos esforçamos muito para viver do jeito que vivemos. E, se você lê este livro, fomos bem-sucedidos nesse empreendimento. “Valeu a pena?”, pergunta o poeta. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, responde o poeta.

Uma vida que vale a pena é aquela em que a gente consegue se tornar o que é. É a vida em que uma pessoa se torna capaz de viver de forma concreta a realidade de ser quem é, de assumir-se e de reconhecer-se. A vida que vale a pena não é medida pelo que se tem, mas pelo que se é. Para ser o que somos custou muito esforço, muita dor, muito sonho, muita esperança, muita desilusão, muito erro, muita queda, muita paciência, muita perseverança e muito aprendizado.

O que quero propor a você neste livro é uma reorientação da vida daqui pra frente. Reorientar a vida implica rever valores, hábitos e costumes, exige novos sentidos, requer novas atitudes. Não que você tenha feito errado antes, mas significa que você pode dar uma chance a si mesmo de tentar de outro modo.

Muitos têm tentado dizer o que é uma vida que vale a pena ser vivida, mas poucos têm procurado oferecer diretrizes seguras para uma vida realmente relevante e significativa. Entretanto, só vamos saber se todo o esforço aplicado foi eficaz no final da jornada.

(Trecho extraído da apresentação do e-book Faça a vida valer a pena: invista mais em você. Disponível no site da Amazon: https://www.amazon.com.br/dp/B014GSKFCO).

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Para que todos tenham vida: Vacina para todos / For everyone to have life: Vaccine for all / Para que todos tengan vida: Vacuna para todos

O Brasil completa um ano de convivência com a pandemia de Covid-19 com dados que são alarmantes: o número de mortos ultrapassa a casa dos 250 mil, os casos de contágio e de óbitos indicam o pior momento da doença e a campanha de vacinação segue em ritmo lento. Não há como negar o fato de que esses fatores são resultado de um descuido por parte do governo em tratar do problema sem a responsabilidade necessária e por promover mais dificuldades nas políticas públicas de enfrentamento, sobretudo no que diz respeito à aplicação do programa de imunização com a vacina.

Embora a ciência já tenha encontrado vacinas para a imunização contra os efeitos do vírus causador da doença, o Coronavírus com suas várias mutações, e os laboratórios estejam disponibilizando doses desde o fim do ano de 2020, há uma campanha de desinformação em curso contra a vacinação. E, para piorar o quadro, há também uma escassez de vacinas que possam atender às demandas das aplicações nas populações de maior risco três meses depois de definido o plano nacional de imunização. Apenas 3% da população foram vacinadas em quase dois meses.

A vacinação terá que seguir o programa de imunização, apesar das dificuldades que vão sendo encontradas, a maior parte por conta da logística e da demora das autorizações do governo para a aquisição de insumos. Porém, a maior dificuldade a ser superada neste momento é a tarefa de convencer a população a ser imunizada. E, para isso, se faz necessário uma campanha intensa de esclarecimento e de informação.

É fato notório, neste momento, não há como esperar grandes incentivos por parte do governo para esclarecer a população. Daí a necessidade de mobilizar grupos e setores da sociedade em geral para uma grande campanha em favor da vacinação para todos. E, dentre os muitos setores da sociedade, o segmento cristão é o que reúne as maiores possibilidades de mobilização.

Por que cristãos podem e devem se envolver na campanha de vacinação? Porque é o grupo com maior capacidade de articulação. Onde o dinheiro e o poder não chegam, a presença da igreja está lá, levando conforto e esperança para as pessoas. Seja nos grandes centros urbanos, em comunidades de periferia, em áreas rurais ou em comunidades indígenas ou quilombolas, ali há a presença de grupos cristãos. Entretanto, é preciso superar o obscurantismo promovido por concepções fundamentalistas em relação ao conhecimento científico.

É preciso, primeiro e ao mesmo tempo, uma campanha de conscientização das comunidades cristãs. Em primeiro lugar, com a afirmação da confiança de que Deus capacita pessoas para cumprirem seus propósitos e construir soluções para os grandes problemas humanos. A ciência é um desses empreendimentos humanos para os quais Deus capacita pessoas. E em segundo lugar, como consequência, desenvolver a consciência de que cristãos estão presentes no mundo para servirem como agentes do bem para toda a humanidade.

O vírus é real. Ele traz dor e sofrimento para as pessoas. Só quem teve um familiar infectado ou quem perdeu um ente querido para a doença sabe aquilatar o tamanho do problema. Os cristãos têm o dever de agir com compaixão e solidariedade como um imperativo divino para com as pessoas que sofrem. Essa atitude de cuidado com as pessoas em tempos de tragédias tem sido uma marca da história do cristianismo em todo o mundo.

Pastores, pastoras e lideranças cristãs têm o compromisso com o conhecimento verdadeiro, de passar para os fiéis em geral informações confiáveis e que estimulem à busca do bem comum. E a vacinação é hoje o único remédio contra a doença, além das práticas de prevenção como o uso de máscaras, a higiene das mãos e o distanciamento social. É dever dessa liderança agir a fim de não permitir que o povo pereça por causa da ignorância e da desinformação.

A ação missional da igreja tem essa dimensão de cuidado, que é pastoral. O cuidado com o outro é parte essencial da missão de Deus no mundo. Por que devemos nos preocupar com a vacinação? Há três motivos para isso: (a) cremos que Deus capacita a humanidade para produzir ciência; (b) consagramos nossa vida a servir como bênção para o outro; e (c) somos chamados a agir em amor pelos outros. A vacinação não só vai imunizar a mim, mas vai servir para que toda a sociedade possa superar a pandemia e, assim, retomar a normalidade.

Isso lembra o compromisso de Jesus. Ele afirmou que toda a sua obra e mensagem tinham como propósito trazer vida para as pessoas. Ele disse: “[...] eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (João 10.10). Vida plena inclui também a superação das grandes aflições que afligem a humanidade. Essa é uma forma de testemunhar o cuidado divino por todas as pessoas nesses tempos tão difíceis. Então, por que ser uma voz em favor da campanha de vacinação para todos: para que todos tenham vida.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Para que todos tenham vida: Campanha em favor da vacinação para todos contra a Covid-19 / For everyone to have life: Vaccination for all against Covid-19 / Para que todos tengan vida: Vacunación para todos contra Covid-19

 

CAMPANHA PRÓ-VACINAÇÃO

“Para que todos tenham vida”

#VacinaParaTodos

NOTA DO GRUPO FÉ E POLÍTICA: REFLEXÕES

Para o Grupo Fé e Política: Reflexões, a vacina é um direito de todos e um dever do Estado. Por isso, conclamamos todos os cristãos a se envolverem numa campanha em favor da vacinação contra a pandemia de Covid-19.

A vacina por si só não resolve todos os problemas, mas sem ela não há como superar a pandemia. Essa doença tem ceifado a vida de milhares de pessoas em todo o mundo. Somente no Brasil, já perdemos quase 200 mil vidas.

Vacinar-se é um ato cristão de cuidado de si e do outro. A vacina não é só para o benefício próprio, mas para proteger o outro também.

Juntamente com as medidas de prevenção e de proteção, a campanha de imunização pela vacinação de todos e todas é uma nova esperança para retomarmos a vida e construirmos novos sonhos.

O envolvimento de todos e todas nessa campanha é, ao mesmo tempo, um ato de solidariedade e de resistência. Solidariedade para com os mais vulneráveis. Resistência à campanha negacionista que dissemina desinformação e Fake News.

Como cristãos, afirmamos nossa confiança no dom divino que capacita os homens a desenvolverem a ciência, a promoverem políticas públicas para o bem comum e a motivarem a uma vida mais humana, de justiça e de bem-estar para todos.

Para vencermos juntos a Covid-19, façamos nossa parte.

-          Use máscara.

-          Lave as mãos.

-          Evite aglomeração.

-          Fique em casa.

-          Vacine-se.

Informe-se sobre as fases da vacinação de acordo com os grupos de risco e seja imunizado.

Esta nota será divulgada entre as lideranças denominacionais e comunidades evangélicas.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Ressignificar / Resignification / Resignificación


Ressignificar é alterar o modo como você vê a realidade. É como olhar no espelho, Você vê sua aparência e tenta dar a ela um novo sentido. Você pode fazer o mesmo com seus valores, com suas crenças, com a maneira como você conduz sua vida, com sua carreira, com seus relacionamentos.
Ressignificação é um processo que envolve mudança. Acontece sempre que você se dá conta de que nada de novo vai acontecer se continuar fazendo as mesmas coisas, pensando do mesmo modo. É quando você tenta de outro modo, segue outro caminho, vê por ouro ângulo. É uma ilusão acreditar que tudo vai mudar quando nada muda.
A ressignificação é sempre intencional. Depende tanto da coragem de experimentar o novo, mas também da confiança de que nenhuma luta é em vão e da esperança de que uma vida melhor é possível. É vencer o medo de arriscar, de tentar de novo, de ir até o inexplorado. Muitas vezes, isso demanda romper paradigmas, quebrar tabus, soltar amarras, vencer amarguras.
Para ressignificar, é preciso alterar o filtro com o qual vemos a realidade. Nós só conseguimos ver o mundo através de uma lente, que pode ser também chamada de janela ou de filtro. Quando mudamos essa lente, janela ou filtro, novas possibilidades de interpretação surgem, nova forma de conhecer acontece, o significado muda. E, quando os significados mudam, as atitudes também mudam.
Ressignificar faz parte da força criativa humana, da abertura que toda pessoa tem para o que está além de si, da capacidade de transcender. Quando um fato acontece em nossa vida, seja ele bom ou ruim, temos que fazer uma escolha a respeito de como vamos lidar com ele. A forma como reagimos aos fenômenos da vida é pessoal e influenciam a maneira como vamos viver dali para frente.
Diante de um fato ruim, você pode ficar triste ou lutar contra a tristeza. Diante de uma perda, você pode pensar em desistir ou seguir adiante de forma perseverante. Diante de uma conquista, você pode extravasar sua alegria num instante ou compartilhar essa alegria com outros. Diante de uma gafe, você pode se fechar em si com vergonha ou pode aprender a rir de si mesmo. Diante de problemas, você pode viver resmungando ou aproveitar a oportunidade para crescer com eles. Ou seja, você sempre terá a chance de transformar algo ruim em algo produtivo.
Para entender o que é ressignificar, é preciso recorrer a alguns saberes. O primeiro é o da linguística. A palavra deriva de “signo” que, conforme ensinou Ferdinand de Saussure, é a união do conceito, que é o significado, com uma imagem acústica, que é o significante. Dito de outro modo, não é uma relação entre palavras e coisas, mas entre conceitos e suas representações. Essa relação presente no signo é, no entanto, arbitrária. Não existe uma razão para que um significado esteja ligado a um significante, a não ser as relações sociais de produção de sentido.
Já para a semiótica, signo é a representação que transmite a ideia de um objeto, que orienta a percepção. É, portanto, a representação de algo a que atribuímos sentido. Todo signo envolve uma relação entre em aspecto sensorial, o significante, e a compreensão do mesmo, que é o significado. Isso envolve uma aproximação entre a percepção e o entendimento, que é o que podemos chamar de significação. É o que acontece com os ícones, com os sinais e com os indicadores.
Para a psicanálise, sobretudo a lacaniana, o signo não possui uma relação equilibrada entre significante e significado, mas o significante se sobrepõe ao significado na medida em que, no ato de fala, o sujeito sempre diz mais do que pronuncia. A fala em si não serve apenas para comunicar algo para alguém, mas para a busca de reconhecimento, como um desejo de se obter resposta, de ser percebido. Para Lacan, o sujeito é sempre o que um significante representa para outro significante. Toda pessoa está sempre em busca de ser percebida e valorizada pelo outro. Nossos desejos, nossas concepções de vida, nossas paixões, nossos temores dependem da relação com o outro.
Outro psicanalista importante que procurou entender a busca de sentido foi Victor Frankl, que afirma que o desejo de sentido funciona como um “valor de sobrevivência”, relembrando os tempos de aflição nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Para ele, a vida tem um sentido a ser realizado, ainda que no futuro. O ser humano sempre está voltado para algo diferente dele próprio, para outro ser humano, para alguma causa à qual se entrega, para alguém que precisa ser amado, para um sentido que precisa ser realizado.
A grande questão humana é a que levanta o problema do sentido naquelas situações-limite da vida, diante do sofrimento. Para Victor Frankl, o sofrimento não é bom para ninguém, ele não ajuda em nada a encontrar o sentido da vida. Mas, por isso mesmo, é preciso buscar um explicação para ele quando nos atinge. Não é fácil encontrar sentido quando tudo não faz sentido algum. Exatamente porque o sentido não é algo que encontramos racionalmente, mas a partir de nossas vivências.
Estamos tão acostumados com o que nos é dado pronto no mundo que temos muita dificuldade de desenvolver a busca pelo sentido, de ressignificar a vida quando valores e até a alegria de viver se perderam. Mas é essa busca contínua e perseverante que faz a vida ter ritmo, é o que nos torna resilientes. Isso depende de nossa capacidade criativa e inovadora. Quando não desenvolvemos essa busca, a vida fica vazia e se torna espaço para muitas patologias.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Aos 35 anos de ministério pastoral / 35 years of pastoral ministry / A los 35 años de ministerio pastoral


“[...] Mas, quem está capacitado para tanto?” (2 Coríntios 2.16).
No dia 26 de fevereiro deste ano completo 35 anos de consagração ao ministério pastoral. A consagração se deu no ano de 1983. Ao refletir sobre as experiências vividas nesse tempo, sou forçado a perguntar como Paulo: quem está capacitado para tal jornada?
A consagração se deu quando ainda tinha 23 anos de idade. Um jovem de origem pobre, que vivia em uma região de periferia, pertencente a uma família marcada por muitos desencontros. Mas Deus permitiu que chegasse até aqui.
Era solteiro, cheio de ideais, magro que dava dó e ainda era dono de uma vasta cabeleira. Os tempos mudaram. Agora, passados 40 quilos e reduzido a cabeleira a alguns heróis da resistência, olho para trás e vejo que a caminhada valeu a pena.
Não foi uma jornada fácil. Muitas vezes tive que experimentar altos e baixos, tomei decisões certas e erradas, tropecei e fui levantado. Ao longo desse tempo, passei por um processo de formação que fez com que eu me tornasse o que sou hoje.
Durante esse tempo, fui pastor de quatro igrejas, batizei algumas centenas de pessoas, realizei algumas dezenas de casamento, consagrei muitas dezenas de bebês, encaminhei para o ministério pastoral mais de dez jovens. Exerci liderança na denominação, lecionei em seminários, influenciei movimentos, escrevi livros e artigos. Me tornei mestre em Filosofia e Doutor em Teologia. Mudei o modo de pensar e de encarar o Reino, de cuidar de pessoas, de viver a vida. 
Claro que tomei decisões erradas, das quais me arrependo, mas também fiz escolhas acertadas, por meio das quais louvo e agradeço ao Senhor. A principal escolha acertada, porém, foi a de seguir caminho com Jesus. E foi daí que resultou a chamada para esse ministério.
Já tive fases de me dedicar em tempo integral ao ministério, mas na maior parte do tempo precisei prover sustento como professor para não ser pesado às igrejas por onde passei, como faço nos dias atuais.
Em tudo isso, tenho que agradecer ao Senhor que, por sua graça e misericórdia, fez de mim um pastor. Até aqui nos ajudou o Senhor. A Ele toda honra e toda glória.

domingo, 29 de maio de 2016

Angústia / Anguish / Angustia

“Na minha angústia clamei ao Senhor; e o Senhor me respondeu, dando-me ampla liberdade.” Salmos 118.5
A angústia é uma sensação marcada pela falta de humor, pela insegurança e pela inquietação, como um sentir-se sufocado. O termo vem do latim angere que quer dizer apertado ou estreito. Alguns se referem a ela como um “aperto no peito”, um “bolo na garanta”. Uma amiga dizia que era uma “gastura”. O fato é que todos nós a temos e é o que impulsiona nossas escolhas e atitudes. É uma sensação que está ligada à ansiedade e ao medo. Também pode estar relacionada à tristeza e à depressão.
Como lidar com a angústia? Ela é um sinal do conflito que nos constitui como pessoas. Freud se referiu à angústia como um afeto que tanto é produzido pelo recalque como também produz o recalque. O que ele chama de afeto é em referência a algo que chega à nossa consciência e produz uma sensação, sendo que a angústia é sempre um desprazer que provoca reações físicas. E o que ele chama de recalque é um mecanismo de defesa em relação a ideias que são incompatíveis com o eu e que, por isso mesmo, são reprimidas. A angústia tanto está relacionada a um trauma que lhe é anterior como produz uma repressão. Ou seja, a angústia fala tanto de dentro para fora como de fora para dentro da gente daquilo que cerceia a liberdade e a nossa realização como pessoas. Ela é uma espécie de mal-estar diante das condições concretas de nossa existência.
Soren Kierkegaard já havia se referido à angústia como um medo diante de uma situação que nos confronta com nossa incompletude. É como uma pessoa que está diante de um precipício e que, ao mesmo tempo, sente o medo de cair e um impulso de se lançar no abismo. É o sentimento de Adão diante da oferta do fruto proibido. A angústia deriva do fato de que Deus o proibira de comer, mas ele se sentia livre para fazer escolha. Portanto, o pecado nasce da angústia. Porém, é pela angústia que somos informados de nossa capacidade de escolher livremente e de conhecer a nossa própria condição. Portanto, ela tanto pode ser uma oportunidade para o pecado como possibilidade de realização de nossa liberdade.
Wittgenstein disse que a angústia é dessas coisas sobre as quais não temos muito o que dizer – por não podermos conceituá-la de forma adequada –, e que por isso deveríamos nos calar em relação e elas. Como diz a canção “Dom de Iludir”, de Caetano Veloso, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Entretanto, precisamos perceber as formas como estamos inseridos nela.
Muitos terapeutas têm tratado a angústia não só como uma sensação, mas também como uma doença. Desse modo, encaram a angústia como um conflito diante das várias situações que demandam escolhas e que reivindicam um sentido para a existência, como um sofrimento diante do presente. Em casos extremos, pessoas tomadas por um sentimento de angústia se sentem paralisadas, perdem sua capacidade de refletir, de lidar com o cotidiano e até de se relacionar.
O salmista diz que ele clamou ao Senhor em meio à sua própria angústia. E também diz que a resposta que ouviu de Deus é que ele era uma pessoa livre para fazer o que quisesse. Este é o dilema humano: sabermos que Deus tem um propósito para tudo na vida, mas deixa-nos livres para fazermos a escolha de acolhê-lo ou não.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Calcule os riscos / Take the risk / Asumir el riesgo

“[...] Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? [...]” 1 Reis 18.21 
Toda vez que você for investir em algo, é importante analisar o custo de fazer bem como o custo de não fazer. Há um custo de se fazer o que se deseja e o custo de não fazer o que se deseja. Você pode pagar um preço por ter o que quer ou pagar um preço por ter perdido uma oportunidade.
O risco pode ser entendido como a probabilidade de vir a acontecer uma situação adversa que pode causar consequências, problemas ou danos. A análise de riscos exige uma certa transparência, uma avaliação mais abrangente da complexidade que envolve uma determinada decisão e até uma tomada de decisão que vise sanar dúvidas e orientar o processo de gestão que a ação demanda. A análise de risco, portanto, implica na avaliação, na gestão e na comunicação dos riscos a serem enfrentados.
A melhor maneira de correr risco é avaliar o custo de encará-los ou não, uma vez que é impossível evitá-los. Os custos podem ser monetários, mas há também os custos não monetizados. É preciso desenvolver um modo de reconhecer os riscos, aceitá-los, interpretá-los e de enfrentá-los de forma consciente, uma vez que eles estão presentes em todos as circunstâncias desta vida.
Ben Carson, em seu livro Risco calculado: aprenda a decidir com ousadia, sugere um modelo de análise das situações que demandam nossas escolhas segundo as melhores e as piores possibilidades. Ele argumenta que sempre que esteve diante de uma decisão difícil ou uma situação de risco, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, orientou o seu pensamento, sua análise de risco e o seu planejamento a partir de quatro simples perguntas:
a) Qual seria a melhor coisa que poderia acontecer se fizesse isso?
b) Qual seria a pior coisa que poderia acontecer se fizesse isso?
c) Qual seria a melhor coisa que poderia acontecer se não fizesse isso?
d) Qual seria a pior coisa que poderia acontecer se não fizesse isso?
Nossas escolhas têm consequências, por isso é difícil escolher bem. Fazer a escolha certa é sempre acompanhado de dúvidas e incertezas, e isso pode provocar conflitos. Porém, isso resulta também em crescimento e aprendizado. Em função disso, Ben Carson diz: “aprendi que grandes responsabilidades geralmente são acompanhadas de grandes honras e oportunidades”.
Nem sempre na vida vamos ter os sinais verdes para nós. É preciso também compreender os sinais amarelos e identificar com clareza quando o sinal vermelho acende. Ter medo dos riscos pode inibir a criatividade e a liberdade. Uma vida sem riscos seria o ambiente propício para o autoritarismo e a alienação. Pessoas que não assumem correr riscos acabam ensimesmadas, entediadas e até agressivas. É a possibilidade de correr riscos que nos conduz a novas descobertas, o risco da derrota nos ensina novos sentidos do que é sucesso, vitória e realização pessoal.
Vivemos em uma cultura que nos ensina a evitar os riscos, buscando a segurança e o conforto. Porém, quando procuramos nos proteger, perdemos a oportunidade de experimentar a vida em suas melhores expressões.
Não podemos nos esquecer de que a vida é feita de incertezas. Embora possamos nos cercar de tantos recursos e estratégias para nos sentirmos seguros, não temos a garantia de que estamos livres dos imprevistos. O improvável, o imponderável e a incerteza fazem parte do nosso cotidiano mais do que aquilo que podemos provar, conhecer ou ter convicção.
Em todo o tempo, somos desafiados a deixar a nossa zona de conforto e a agir. É isso que pode definir o que somos e o que podemos nos tornar. Aquele que conseguir ir mais longe é o que teve a ousadia de se arriscar um pouco mais.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Relacionamento: buscar sentido a partir das relações / Relationship / Relación

O que seria de nós, humanos, se não fossem as redes de relações que nos constroem? O ser humano é isso: resultado de um complexo somatório de relações sociais, biológicas e espirituais. Em princípio, ser humano é ser alguém no plural.
Somente quando nos damos conta da presença do outro, do mundo e de Deus é que podemos descobrir quem somos. Por isso que ausências e distâncias são significativas.
Somos um projeto em aberto, sempre em construção. Começa em nossas interações em família, passa pela vizinhança, escola, comunidade, igreja e as formas organizadas da sociedade. É dessa forma que nos constituímos como pessoas, sujeitos e cidadãos.
Há relações que nos destroem. São aquelas que se baseiam no preconceito, na intolerância, no ódio. Mas há relações que promovem mais a nossa condição humana, construídas a partir da generosidade, da gentileza, da solidariedade e do amor.
Há atitudes que inibem as relações. É o que o egoísmo, a vaidade e o orgulho fazem. E há atitudes que estimulam ainda mais os relacionamentos: a bondade, o companheirismo, a sinceridade, o respeito.
Há relacionamentos que nos aperfeiçoam e há relacionamentos que nos adoecem. Da mesma forma, podemos proporcionar saúde e doença, solução e problema, limites e possibilidades para o outro e para o mundo.
Relacionamos-nos porque somos diferentes e essas diferenças não se excluem. Antes, se completam. Relacionamentos são aberturas que temos para Deus, para o mundo, para os outros e para nós mesmos, a fim nos realizarmos como pessoas que somos.
São também possibilidades de experimentar o novo, de assumir desafios e de construir uma vida melhor. É a partir das relações que percebemos identidades e diferenças, que atribuímos dignidade ao outro pelo fato de possuirmos valores em nós mesmos. Por isso, quando estamos insatisfeitos ou nos sentimentos incompletos, aí está um sinal de que precisamos investir mais em nossas relações.
Nossas redes de relações nos dão suporte para alcançar o bem-estar, para desenvolver as habilidades que nos ajudam a viver melhor, mas acima de tudo nos apontam para aquele que se ofereceu para estabelecer uma relação de amor conosco.
Não há nada que aconteça na vida do outro e na natureza que não nos afete. Estamos interligados, conectados e sintonizados o tempo todo com tudo e com todos. Se alguma peça dessa engrenagem não for levada em conta, se algo ficar de fora, haverá esse vazio de significados que nos assola. Por isso que uma vida que não se dá conta de todas as relações em que se está implicado não tem sentido. Viver é, acima de tudo, buscar sentidos a partir de relações.
Portanto, para se ter vida abundante, as relações precisam estar a serviço da vida. Caso contrário, a vida não passará de confronto, de competição e de manipulação. Não passa de sobrevivência. Antes, viver é construir uma rede de relações e se construir a partir delas. E é nisso que o propósito de deus se consuma.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O desafio do cuidado de si / The challenge of taking care of yourself / El desafío de cuidar de sí mismo

“Tem cuidado de ti mesmo...” 1 Timóteo 4.16 (ARA). 
Uma preocupação constante que você deve ter: cuidar de si mesmo. O filósofo Michel Foucault identificou que, desde a antiguidade greco-romana, há no cuidado de si alguma coisa perturbadora. Isso se dá pelo fato de que não sabemos ao certo quem somos. A respeito de mim mesmo, “eu não sei quase nada, mas desconfio de muita coisa”, como disse Guimarães Rosa.
O grande problema é que, além daquilo que nos constitui como pessoas, existe um potencial do que podemos vir a ser e ainda existe aquele olhar que somos capazes de lançar para nós mesmos a fim de projetarmos uma imagem a respeito de quem somos. Ou seja, você ainda não se tornou aquilo que deveria ser assim como possui uma imagem de si que não corresponde ao real de quem você é.
O cuidado de si implica que sejamos capazes de acolher quem somos juntamente com nossos limites e potencialidades, distante do sentimento narcisista que nos leve a uma ideia falsa sobre nós mesmos. É preciso superar toda tendência a uma supervalorização do eu que pode conduzir a um equívoco de autossuficiência e a uma atitude de transferência alienante de responsabilidade.
Se você quer cuidar bem de si mesmo, isso o conduz a desenvolver um conhecimento de si que leve em consideração tanto as suas contradições quanto as relações que envolvem a sua existência. Como um ser contraditório e marcado por uma cadeia de relações, você não é uma coisa, mas uma pessoa. Você não nasceu pronto, nem é uma coisa construída de uma vez por todas. Antes, é um ser em construção.
Suas contradições e ambiguidades lembram que não dá para se arvorar como alguém superior ou melhor do que outros, assim como suas relações lembram que está interligado a outros e com o mundo de tal modo que não dá para se pensar na existência fora dessas relações. Ignorar as contradições e os nós das relações é lançar aquelas situações que não queremos e nem aprendemos a lidar para um universo de sombras. De vez em quando elas aparecem, saem de seus esconderijos e são expostas à luz.
Não é vergonhoso, nem se constitui um fracasso, reconhecer-se como uma pessoa vulnerável. Suas fragilidades são o que há de mais humano em você. Isso tem a ver com sua capacidade de chorar ou de rir de seus tropeços, de saber perdoar e reconhecer que errou, de ter coragem para enfrentar a dor e aprender com os próprios erros, de perder e saber dar a volta por cima. O cuidado de si nos lembra que somos capazes de amar e odiar, ter medo e superar apesar do medo, conviver com nossas sombras e andar na luz, cair e levantar, sofrer e se alegrar.
Como pessoas, somos uma síntese de contradições, onde elas não se anulam, mas que nos constituem e nos motivam a seguir adiante. Como afirmou Martin Luther King: “Não somos o que gostaríamos de ser. Não somos o que ainda iremos ser. Mas, graças a Deus, não somos mais o que éramos.”

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Cuide de seu caráter / Take care of your moral character / Cuida de tu carácter

“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.” Mateus 7.24 
Enquanto a reputação tem a ver com o modo como as pessoas o veem, o caráter é o que de fato você é. A reputação pode até fazer com que você ganhe ou perca prestígio ou dinheiro, mas o caráter é o que pode te fazer feliz ou infeliz. Para você cuidar de sua reputação, basta um momento; mas, para cuidar do seu caráter, você precisa investir nele durante toda a vida. Como disse o grande evangelista D. L. Moody: “Se eu cuidar do meu caráter, Deus vai cuidar da minha reputação.”
Quando o assunto é caráter, isso lembra que sou responsável:
a)      perante Deus;
b)      perante a família, e
c)      perante o próximo.
Impressione as pessoas com seu caráter. A influência sobre a vida de alguém causa consequências capazes de mudar o rumo de uma vida inteira. Tudo começa quando você age consciente de que Deus o vê. O caráter tem a ver com as coisas que você faz quando acha que ninguém está vendo. Mesmo que esteja tudo ruindo ao seu redor ou mesmo que experimente aquele momento favorável, procure manter-se de pé diante de Deus. Lembre-se sempre o que a Bíblia diz: “Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14.12).
O fracasso no cuidado com o caráter pode destruir uma vida inteira. A Bíblia tem a seguinte advertência: “Portanto, aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair” (1 Coríntios 10.12 (NTLH). Por isso, é importante que cada um cuide de poder estar de pé diante daquele único que nos dá uma chance de tentar de novo. Veja algumas atitudes para estar de pé diante de Deus:
a)      Confie que é Deus quem o sustém. “Quem é você para julgar o servo alheio? É para o seu senhor que ele está de pé ou cai. E ficará de pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar.” Romanos 14.4.
b)      Creia que é Deus quem o levanta. “Pois ainda que o justo caia sete vezes, tornará a erguer-se, mas os ímpios são arrastados pela calamidade.” Provérbios 24.16.
c)      Creia que Deus não o rejeita. “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás.” Salmos 51.17.

domingo, 16 de agosto de 2015

Desenvolvimento Pessoal Estratégico: #InvistaMaisEmVocê / Strategic Development Personal / Desarollo Personal Estratégico

“Se o machado está cego e sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; agir com sabedoria assegura o sucesso.” Eclesiastes 10.10. 
Certa vez, um velho lenhador, conhecido por sempre vencer os torneios que participava, foi desafiado por outro lenhador, mais jovem e forte, para ver quem cortava mais lenha. Foi uma disputa que chamou a atenção de todos os moradores da localidade. Muitos acreditavam que finalmente o velho perderia a condição de campeão dos lenhadores, em função da grande vantagem física do jovem desafiante.
No dia marcado, os dois competidores começaram a competição. O jovem se entregou com grande energia à tarefa, convencido de que seria o novo campeão. De tempos em tempos, olhava para o velho que permanecia sentado. Logo pensou que o adversário estava cansado demais para a disputa por causa da idade, e continuou cortando lenha com todo vigor.
Ao final do tempo estipulado, foram medir a produtividade dos dois lenhadores. Para surpresa de todos, o velho vencera novamente, por larga margem.
Confuso, o moço perguntou ao velho:
– Não entendo, muitas das vezes quando eu olhei para o senhor, durante a competição, notei que estava sentando, descansando, e, no entanto, conseguiu cortar muito mais lenha do que eu. Como pode?!
– Engano seu! – Disse o velho. – Quando você me via sentado, na verdade, eu estava amolando meu machado. E percebi que você usava muita força e obtinha pouco resultado.
Quando o assunto é sucesso na carreira e na vida, o que vale é o quanto investimos em nós mesmos. Isso tem a ver com a maneira como você desenvolve uma compreensão de si, como você encara as circunstâncias a sua volta, como você lida com os recursos de que dispõe e como você exerce influência nas pessoas ao seu redor. É o mesmo que cuidar bem do machado que você é.
Estas áreas estão relacionadas ao que chamo de desenvolvimento pessoal estratégico: um conjunto de atitudes e modos de compreender a vida que visa proporcionar situações de bem-estar e de sucesso. É preciso dar atenção a esses aspectos com muito mais cuidado visto que vivemos um tempo em que tais atitudes de modos de compreensão estão atravessadas por influências ideológicas que podem desviar você de seu foco principal.
Independente de sua crença, conhecimento, nível de comprometimento ou grau de formação, apresento aqui alguns pressupostos que julgo serem fundamentais e que orientam as ideias que norteiam a busca do desenvolvimento pessoal estratégico.
O primeiro é a necessidade de se incluir Deus em sua maneira de ver o mundo. Se você entende que tudo não passa de obra do acaso e que o propósito de sua existência tem a ver tão somente com suas necessidades materiais, gostaria de encorajá-lo a pensar no fato de que há uma inteligência por trás da realidade que nos cerca e que tudo caminha na direção da consumação de um propósito eterno.
O segundo é a possibilidade de fazer da Bíblia um manual seguro para orientar a vida. A Bíblia é um livro de sabedoria milenar que contribui decisivamente para a formação de uma civilização inteira em meio às lutas e fracassos. Além disso, ela influencia três religiões mundiais: o cristianismo, o judaísmo e o islamismo. Suas histórias, poesias e preceitos são revestidos de um sentido de humanidade que transforma a vida de quem lê.
E o terceiro é adotar os valores éticos que a fé cristã proporciona. Mesmo que você não concorde com o cristianismo, vive em meio a uma cultura influenciada pelos valores cristãos. A história da formação do Ocidente foi atravessada pelas ideias dos pensadores cristãos de tal modo que é impossível pensar em uma vida melhor e um mundo mais justo sem levá-las em consideração.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Cuide de sua integridade / Take care of your integrity / Cuidar de su integridad

O que você é capaz de fazer para ter sucesso?
Se você quer exercer influência e alcançar um bom prestígio em relação a outras pessoas, precisa se preocupar com sua integridade. Como afirma a frase atribuída ao líder político latino-americano Simon Bolívar: “Cuide da tua integridade que Deus cuidará da tua reputação.”
A questão da integridade pessoal está vinculada diretamente com o modo como a contemporaneidade trata da fama. Andy Warhol (1928-1987) disse que “no futuro, toda pessoa terá direito a 15 minutos de fama”. Acredito que vivemos este tempo hoje.
Com o surgimento da Internet, a popularização dos celulares e das câmeras digitais, alguém disse, parodiando a frase de Warol, que todo mundo, na Internet, vai ser famoso para pelo menos 15 pessoas.
Fama é uma palavra que vem da mitologia greco-romana. Era uma deusa com uma forma de uma donzela, com muitas asas que têm bocas, olhos e orelhas em suas penas, e que se movimenta para levar para todos os lugares as mensagens verdadeiras e mentirosas que capta dos boatos que se espalham rapidamente.
Neste tempo, caracterizado pelo que Baudrillard chamou de “sociedade do espetáculo”, observa-se que há um apelo muito forte para com a imagem.
O fato é que nós estamos sempre expostos à observação do outro ao mesmo tempo em que nós mesmos precisamos do olhar do outro para sermos reconhecidos.
A busca pela fama está relacionada com a vaidade. Não resta a menor dúvida de que ser reconhecido é algo que produz satisfação pessoal. Almejá-la não é um mal em si, desde que não se abra mão de valores maiores e se coloque a vida a serviço de um ideal maior.
A fama pode trazer a ilusão de ser bem-sucedido. Porém, quando ela é resultado de um trabalho honesto, autêntico e sincero, pode produzir a sensação do dever cumprido.
É fato que todos nós temos a necessidade de ser reconhecidos pelos de fora. Entretanto, uma pessoa realizada não precisa se exibir ou se autopromover. Tenha cuidado com os falsos holofotes.
O problema é que muitas pessoas têm procurado ser mais reconhecido pela sua imagem do que pelas suas realizações. Para muitos, o que importa é a fama em si e não o que se faz para conquistá-la. Por isso que você precisa cuidar mais de sua integridade.
A fama é determinada, portanto, pela nossa história de vida. Pessoas que vivem com integridade são imprescindíveis. Lembre-se de que Deus não olha para os nossos títulos ou rótulos para se relacionar conosco. Antes, ele não tem vergonha do nosso passado assim como ele precisa de gente com a nossa história para mostrar o quanto ele é poderoso para transformar uma vida.
De acordo com P. Talleyrand: “O comércio mais lucrativo seria comprar as pessoas pelo que valem, e revendê-las pelo que elas pensam que valem”. Não quero que você faça uma avaliação que desvalorize quem você é, mas também não o estimulo a ter uma ideia de si mesmo que demonstre o que você não é. Seja você mesmo e deseje ser reconhecido por isso.

domingo, 26 de julho de 2015

Gerencie sua reputação / Reputation Management / Gestión de la Reputación

“A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro.” Provérbios 22.1 
Todos nós temos a convicção de que podemos ser melhores, só não sabemos como. Pergunte a você mesmo: como eu consigo ser melhor?
Isso tem a ver com a sua reputação.
Em tempos de redes sociais, tem muita gente preocupada com quantos amigos possui ou quantos seguidores conseguiu atrair. Para isso, elaboram perfis que promovem a autoexposição, reproduzem textos e imagens que julgam interessantes sem mesmo reconhecer a fonte, fazem comentários ou simplesmente curtem coisas sem qualquer reflexão.
O que as redes sociais trouxeram para o nosso cotidiano foi uma preocupação exagerada com sua reputação. E vira uma febre saber o que andam comentando no Facebook ou Twitter, quantas curtidas ou retuítes o seu último post teve, quem andou falando pelo Whatsapp.
Tudo isso pode ser muito legal. Eu mesmo faço uso das redes sociais para me manter conectado com o mundo. O problema é quando você utiliza essas ações para avaliar sua reputação.
A Bíblia também traz uma preocupação com isso. Ela diz que a boa reputação é aquela que vem de Deus e não das pessoas. Para a Bíblia, é mais importante você ter uma boa reputação com Deus do que com os homens. Por isso, ela recomenda: “Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem [...] Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação.” Provérbios 3.3-4.
Para que você tenha uma boa reputação com Deus, basta cuidar das atitudes relacionadas ao amor e à fidelidade. O problema é que você não consegue cuidar dessas atitudes sem envolver-se por inteiro e sem colocar em jogo toda a sua condição de pessoa. Pessoas com boa reputação diante de Deus são amáveis e dignas de confiança.
Se você quiser realmente desenvolver atitudes sinceras de amor e tornar-se uma pessoa confiável, para ter uma boa reputação reconhecida por quem vive ao seu redor, você precisa ser alguém íntegro e que cuida bem do seu caráter.
A reputação é um mecanismo de controle social. Ela afeta as nossas relações interpessoais, nossa conduta na sociedade, nossa posição econômica e até as relações políticas, influencia tanto nas ações cotidianas quanto nas expectativas para o futuro, envolve a relação entre pessoas, grupos, organizações e inclusive nações. Uma ação contra a reputação é uma agressão à honra.
Epicuro afirmou que “os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades”. A maneira como você enfrenta as circunstâncias difíceis fala muito sobre quem você é. Infelizmente, só nos damos conta de como está a nossa reputação quando acontece uma crise que envolve a nossa imagem. Isso exige um determinado esforço para gerenciar sua própria reputação.
A gestão de reputação é um campo que trata da natureza das organizações e a maneira como elas enfrentam as situações de competição que pode ser aplicado à vida pessoal. A reputação estabelece um confronto entre a imagem que a pessoa ou organização apresenta de si e a credibilidade que suas ações passam para os outros.
Padre Antonio Vieira constatou que “muitos cuidam da reputação, não da consciência.” Gerenciar sua reputação não é o mesmo que apagar incêndios ou lutar para manter uma boa aparência. Tem mais a ver com suas experiências de vida, com suas ações e com a maneira como você influencia os outros. Isso é o que gera respeito, admiração e confiança.
A boa reputação é o bem mais valioso que uma pessoa pode ter. Ganhar a confiança das pessoas é um fator de sucesso. Por essa razão, não basta sair bem na foto. É preciso ser íntegro e ter um bom caráter. Qualquer tentativa de maquiar sua imagem pode ser desmascarada mais cedo ou mais tarde.

domingo, 19 de julho de 2015

Regras básicas para empregar bem seu dinheiro / Basic rules for use your money / Reglas básicas para el uso de su dinero

“Então lhes disse: ‘Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens’.” Lucas 12.15 
Muitas pessoas afirmam que dinheiro não é problema, mas solução. Ou, como dizia um grande amigo, se o dinheiro não lhe traz felicidade, dê para mim todo o seu dinheiro e seja feliz. Não é bem assim. Brincadeiras à parte, estes comentários que vêm do senso comum envolvem o modo como as pessoas enfrentam dificuldades em empregar bem o dinheiro que possuem.
Não basta ter dinheiro na mão. É preciso fazer bom uso dele. O dinheiro sozinho não resolve todos os problemas. Certa vez, o maior evangelista de todos os tempos, Billy Graham, afirmou: “Se a pessoa mantém uma atitude correta diante do dinheiro, isso contribuirá para colocar em ordem praticamente todas as demais áreas de sua vida.”
Planeje o uso do dinheiro levando em consideração:
a) O que você ganha e o que você gasta.
b) O que você tem e o que você deve.
c) O que você precisa de imediato e o que você pode conquistar com mais tempo.
Coloque isso numa planilha. Quanto mais claro e objetivo for o seu planejamento, mais chances você tem de administrá-lo bem.
Quando você recebe o seu salário mensal ou algum recurso novo, qual é a sua principal atitude? Cuidar bem do seu dinheiro faz toda a diferença entre sonhar e concretizar sonhos para a sua vida e para a sua família. Quando você administra bem o seu dinheiro, isso orienta os rumos de sua vida. Por exemplo, quando você gasta muito em um fim de semana, isso pode exigir uma contenção de gastos durante a semana seguinte. O mesmo vale para uma transação maior: se você quiser comprar um bem mais valioso, necessita de um planejamento mais rigoroso de suas economias.
Qual sua maior motivação para comprar? Veja algumas atitudes comuns em relação ao consumo:
a)      Projeção – Você compra porque está na moda, porque todo mundo tem e você não quer ficar de fora.
b)      Inflação – Você compra porque quer mostrar aos outros que pode e tem condições de adquirir.
c)      Equilíbrio – Você compra porque simplesmente precisa daquele bem.
Alguém certa vez afirmou: “Status é comprar coisas que não precisa com dinheiro que não tem para impressionar a quem não gosta” (Autor desconhecido).
Uma das falhas mais corriqueiras na administração do dinheiro é reduzir essa preocupação somente a uma redução de gastos. Um bom planejamento financeiro envolve tanto a economia dos recursos de que dispõe como também a conquista de novas fontes de rendimento.
No que diz respeito aos seus gastos, adote estes cinco passos para reduzir suas dívidas:
a)      Pare de contrair dívida.
b)      Limite seus gastos.
c)      Planeje para o futuro.
d)      Não espere por milagres instantâneos.
e)      Procure ajuda profissional.
No que diz respeito às suas receitas, adote estes três passos para aumentar sua capacidade financeira:
a)      Invista o seu dinheiro e gaste o que sobra – A fórmula não é poupar o que sobra, mas poupar primeiro e gastar o que sobra.
b)      Aperfeiçoe-se em ganhar dinheiro – Para ser um bom administrador de suas finanças, você primeiro precisa ter o que administrar.
c)      Decida viver modestamente – Menos é mais.
Por fim, é preciso dar ênfase à seguinte afirmação: tenha uma mentalidade credora, e não devedora! Isso quer dizer que, ao adquirir seus bens e empregar bem o seu dinheiro, você precisa investir mais energia em aumentar a sua capacidade financeira do que acumular dívidas, prestações e compromissos financeiros.
Um dos conselhos mais sábios foi dado pelo pregador avivalista inglês do século XVIII John Wesley: “Ganhe todo o dinheiro que puder, economize todo o dinheiro que puder, doe todo o dinheiro que puder.”

sábado, 4 de julho de 2015

Como resolver problemas financeiros / Solving financial problems / Resolución de problemas financieros

“Os ricos mandam nos pobres, e quem toma emprestado é escravo de quem empresta.” Provérbios 22.7 
Certa vez o conhecido consultor de concursos e juiz federal bem-sucedido Willian Douglas afirmou em uma conferência que “ter dinheiro é muito bom”. E existem razões bem simples para se compreender assim: uma coisa é tirar férias com dinheiro, outra coisa é tirar férias sem dinheiro; da mesma forma, uma coisa é passar por problemas na saúde e ter dinheiro, mas outra coisa é passar pelos mesmos problemas de saúde sem dinheiro.
Certamente, o dinheiro não traz felicidade, mas resolve muitos problemas. Dificuldades na área financeira sempre são decorrentes de decisões e escolhas ruins que fazemos em relação ao modo de usar os recursos que possuímos. Pergunte a você mesmo: quem é o dono do seu dinheiro? Pode ser que você responda que é:
a) o banco;
b) o dono da loja;
c) o cartão de crédito; ou
d) os parentes.
Se você se enquadra em qualquer um desses casos (ou em todos), é um sinal de que perdeu o controle do seu dinheiro. E isso acontece quando a despesa se torna maior que a receita. Se seus gastos excedem a sua renda, você tem um grave problema que está levando-o à ruína.
A Bíblia tem princípios para pôr ordem na vida financeira. Veja alguns conselhos bíblicos que valem para os dias de hoje:
a) Não ame o dinheiro – “Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos”. 1 Timóteo. 6.10
b) Não tenha pressa para resolver questões financeiras – “Quem planeja com cuidado tem fartura, mas o apressado acaba passando necessidade.” Provérbios 21.5
c) Gaste somente o que tem – “É melhor ser pobre e honesto do que mentiroso e tolo.” Provérbios 19.1
d) Evite o desperdício – “O homem sensato tem o suficiente para viver na riqueza e na fartura, mas o insensato não, porque gasta tudo o que ganha.” Provérbios 21.20
e) Fuja dos negócios desonestos – “Quem procura ficar rico por meios desonestos põe a sua família em dificuldades; quem odeia o suborno viverá mais.” Provérbios 15.27
f) Contente-se com o necessário – “Não estou dizendo isso por me sentir abandonado, pois aprendi a estar satisfeito com o que tenho.” Filipenses 4.11
g) Considere a abundância como oportunidade para ser generoso – “E Deus pode dar muito mais do que vocês precisam para que vocês tenham sempre tudo o que necessitam e ainda mais do que o necessário para fazerem todo tipo de boas obras.” 2 Coríntios 9.8
Quando os problemas financeiros ocupam a maior parte de nossas preocupações, é hora de colocar em prática a oração sensata do sábio: “Não me deixes mentir e não me deixes ficar nem rico nem pobre. Dá-me somente o alimento que preciso para viver. Porque, se eu tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de ti. E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o teu nome, ó meu Deus.” Provérbios 30.8-9.

sábado, 27 de junho de 2015

Como gerenciar o dinheiro / Dealing with Money / Cómo administrar el dinero

“Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos. Isso também não faz sentido.” Eclesiastes 5.10

A maior dificuldade que as pessoas enfrentam quando o assunto é sucesso na carreira é a maneira como lidar com o dinheiro, quer seja ter muito ou pouco. A relação com o dinheiro é uma área que todos temos problemas. Ainda não aprendemos a melhor maneira de lidar com esse recurso que a sociedade desenvolveu para regular as relações econômicas entre as pessoas. O dinheiro determina as relações na sociedade moderna, fazendo com que oriente as ações de indivíduos e a convivência social.
O dinheiro tende a interferir na nossa personalidade, transformando-nos em objeto, que não depende mais da relação com o grupo, mas da capacidade de poder aquisitivo. Somos considerados na mesma condição de coisas, diluindo assim a nossa personalidade. De um modo geral, o imaginário criou alguns personagens que tipificam bem a maneira como as pessoas se relacionam com o dinheiro: o avarento, o pródigo, o ganancioso, o aproveitador.
Quando o dinheiro domina nossas preocupações, o que passa a orientar as nossas relações é o aspecto quantitativo e não mais o qualitativo. Essa é a principal causa da desigualdade social. Por essa razão, a Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (1 Timóteo 6.10).
Isso acontece porque vivemos numa sociedade que substituiu os laços de afinidade antigos pelas relações impessoais. O dinheiro é o meio que estabelece novos vínculos entre as pessoas. Lidar com ele demanda uma nova inteligência, que ponha de lado a demonização da riqueza e do poder monetário que se estabeleceu desde o começo da Modernidade, para dar lugar a uma construção de relacionamentos em que o dinheiro possa ser considerado como ele realmente é: um medidor das diferenças qualitativas entre as coisas e as pessoas, como um agente libertador dos indivíduos da tutela do estado, da igreja, da família e da sociedade.
O dinheiro surgiu a partir da troca que se baseia na noção de valor. Portanto, sua origem está ligada a um aspecto subjetivo. As relações humanas são de troca, por assim dizer. Sendo assim, o dinheiro assume papel de mediador entre indivíduos, ações e de organizações. O dinheiro é, portanto, meio para se estabelecer relações recíprocas, mas que acaba se transformando como um fim em si mesmo.
Deste modo, o dinheiro influencia o ritmo da vida. Ele determina interesses, intenções e objetivos. Seu uso tem o poder de aproximar ou de excluir pessoas, de atribuir honra ou de menosprezar, de construir esperanças ou produzir desalento. Além do mais, os planejamentos que não incluem, de modo claro, os custos e as origens dos recursos financeiros tendem ao fracasso.
O dinheiro é o maior símbolo de como a vida é transitória. Para que o seu valor seja estabelecido, é preciso que esteja sempre em circulação. Como disse Augusto Cury, “você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra. Caso contrário, será um miserável, ainda que seja um milionário”.
Há valores que não são medidos pelo dinheiro, mas que conferem sentido à vida. É o caso da prudência e da generosidade.
A maneira de lidar com o dinheiro tem a ver inclusive com a espiritualidade. A Bíblia trata deste assunto. Jesus disse: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” (João 6.21) A Bíblia diz também: “E, quando Deus concede riquezas e bens a alguém, e o capacita a desfrutá-los, a aceitar a sua sorte e a ser feliz em seu trabalho, isso é um presente de Deus” (Eclesiastes 5.19).
O problema não é possuir dinheiro, mas se deixar ser dominado por ele. Ter liberdade e independência financeira significa que é você quem exerce controle sobre o dinheiro e não o dinheiro que exerce controle sobre sua vida.

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