segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O caminho para a felicidade passa pelo deserto / The way to happiness is the desert

“Portanto, agora vou atraí-la; vou levá-la para o deserto e falar-lhe com carinho”. Oséias 2.14

Oséias foi o profeta que Deus usou para falar ao povo do norte (Israel) sobre as conseqüências de uma vida distante de Deus. A atitude de Israel foi simbolizada em termos de uma esposa infiel que voltou as costas para seu marido para ir atrás de amantes. Só que a visão profética de Oséias ia para além do exílio.
A profecia de Oséias nos ajuda a entender que existe vida depois da perda.
A liberdade significa depender e seguir a Deus sem garantias. O caminho da escravidão para a liberdade passa pelo deserto. Quer dizer, há um tempo de preparativo e de redimensionamento da vida para que se descubram verdadeiros valores.
Passar pelo deserto não é fácil. É preciso porém que se descubra que há vida depois dele.
"Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo”. I Pedro 4.12
Livre-se da expectativa de recompensas. Antes de experimentar o deserto, na experiência anterior de Isarel, o povo tinha aprendido a lógica da retribuição pela lealdade. O opressor recompensava o trabalho escravo com comida. No deserto, embora experimentasse a liberdade, Israel teve que depender de Deus.
Assuma que você precisa de um tempo de aprendizado. No deserto, o povo viveria um tempo de compartilhamento. Eles teriam que viver em comunidade, governarem a si mesmos. Era um processo que envolvia montar e levantar acampamento, armar e desarmar tenda, levar as cargas, solidarizar-se na hora dos perigos, lutar junto na defesa contra o inimigo.
Desvie os seus olhos dos grandes marcos seculares e fixe seus olhos em Jesus. No cativeiro, o povo contempla os grandes feitos dos conquistadores, suas edificações, sua cultura. Mas no deserta o povo tinha que se contentar em ver a natureza e os grandes feitos de Deus.
Adote um estilo de vida simples. O tempo no deserto seria marcado por um período de limitações, muitas vezes de escassez. Mas não nos esqueçamos que é Deus quem nos conduz para o deserto para nos falar com intimidade. A nossa vitória não está no deserto, mas na redenção que vem depois do deserto, quando Deus restaura nossa vida e a nossa relação com Ele. Deus nos prometeu vida em abundância, mas seu preâmbulo é marcado por uma vida de simplicidade.
O caminho para um novo tempo de alegria e felicidade passa pelo deserto. Ali aprendemos a viver com gratidão e humildade. É ali que aprendemos a ser generosos. É ali que aprendemos a suportar as aflições. É ali que aprendemos a vencer as tentações. É ali que aprendemos a viver.

2 comentários:

  1. Lendo isso aqui dá vontade de passar por um "deserto", mas a realidade disso é dura.

    Preferimos aprender no campo de centeio, não é mesmo?

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  2. É isso. Como dizem vocês aí do nordeste, rapadura é doce mas não é mole. É um bom princípio teológico. rs. Abraços e boa semana!

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