domingo, 12 de março de 2017

Por que sou cristão? Why am I a Christian? / ¿Por qué soy cristiano?

As razões pelas quais sou um cristão estão para além das formas institucionais que a cristandade construiu ao longo de sua história. Elas nascem de uma relação que nutro com respeito à pessoa de Jesus Cristo. Tudo começou com um encontro com a notícia de que o propósito de Deus para a minha vida passa pela vida e mensagem daquele que foi encarnado, crucificado, ressuscitado e glorificado conforme as Escrituras.
Ser cristão envolve uma tensão entre acolher a proposta de vida nova e de assumir a condição de nova criatura e a ruptura com tudo aquilo que influenciou minha vida até então. A proposta de vida que há em Jesus Cristo está na contramão de toda concepção de vida que as culturas já conceberam. Ela diz respeito a assumir um modo de ser humano numa perspectiva de quem criou e que, por isso mesmo, nos conhece mais do que seríamos capazes de o fazer.
Para assumir essa condição de ser cristão, é necessário um processo de mudança de entendimento. Sim, conversão tem a ver com m processo de mudança do entendimento. Os gregos antigo tinham uma expressão que foi muito bem aplicada pelos escritores do Novo Testamento: metanoia, que literalmente quer dizer “mudança de mente” e que pode ser traduzida por “conversão”.
A palavra está no discurso de João Batista: “‘Convertam-se’ porque o Reino de Deus está próximo” (Mateus 3.2). Ela primeira palavra de Jesus na Galileia: “‘Convertei-vos’ e crede no evangelho” (Marcos 1.15). E está na pregação dos apóstolos: “‘Convertam-se’, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo” (Atos 2.38). Embora a palavra preferida da tradução em língua portuguesa nessas passagens seja “arrependam-se”, a ideia de uma conversão está implicada como uma atitude de mudança do modo de pensar.
Trata-se de uma atitude que envolve tanto uma ética quanto uma dimensão espiritual. Converter-se é deixar de lado o que convém para buscar o que aperfeiçoa. Converter-se é separar-se do que degrada e orientar-se para o que enche de vida. Converter-se é dar as costas ao que separa de Deus para se pôr de frente para ele. Em suma, converter-se é humanizar-se.
Ser cristão envolve também uma certa transgressão, uma ruptura com um modo tradicional de compreender e direcionar a vida. Não se trata de romper com hábitos pontuais, com determinados costumes ou práticas, mas de reorientar a vida em todas as suas circunstâncias pelos cainhos do Evangelho.
Quando se fala de alguém convertido ao cristianismo, não se deve referir apenas a alguém que mudou de religião, ou que tenha experimentado uma mudança radical de vida ou mesmo que tenha abandonado o ateísmo. Ser cristão está mais para a metáfora do apaixonado, aquele que é capaz de dizer que encontrou o sentido da vida na pessoa de quem ama. O cristão é aquele que segue Jesus como que guiado pelos desejos mais profundos do seu coração.
A conversão, portanto, é um processo que envolve nossa atitude que abarca a vida inteira, no sentido de se colocar na direção correta.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Ser igreja / Church / Ser iglesia

A igreja não é um lugar para ir, mas um modo de ser. Essa afirmação traz consigo uma série de implicações que exigem uma reflexão mais aprofundada. Falar de igreja não é uma coisa fácil. Primeiramente, é preciso que se diga de que tipo de igreja estamos falando: se uma comunidade local, se uma estrutura mais ampla que abarca as comunidades locais ou se a comunidade universal de todos os crentes.
Quando Jesus disse aos seus discípulos que edificaria a sua igreja, não tinha em mente nenhuma dessas características. Ele falava de uma relação em torno de sua pessoa. A igreja é a reunião de todas as pessoas que Jesus Cristo reivindica para si, através das quais toma forma no mundo
John Stott, em seu livro A igreja autêntica, afirma que “a igreja está no centro do propósito de Deus para a humanidade”. Entretanto, ela é uma das instituições que tem sofrido uma transformação acentuada ao longo da sua existência e que mais tem perdido credibilidade em tempos pós-modernos.
O que chamamos de igreja hoje é resultado de uma construção social e histórica que envolve um percurso que começa com os primeiros cristãos. A igreja teve seu início como um movimento daqueles que tinham uma experiência com Cristo e que estavam dispostos a seguir seus ensinos e seu exemplo. Quando chegou à Roma, a igreja se constituiu como uma instituição, e tomou a forma de uma religião como as muitas religiões que existiam no império Romano. Com a chegada à América, ela se tornou uma organização, assumindo cada vez mais a natureza corporativa e burocrática que a revolução industrial produziu.
A igreja movimento era centrada na paixão de seus frequentadores, comprometidos com aquilo que acreditavam e com a experiência que possuíam. Ela atraía seguidores pela atitude dos que eram fiéis, que vivem em solidariedade, eram generosos e misericordiosos com todos e se encorajavam uns aos outros diante das perseguições.
A igreja instituição era voltada para a manutenção da devoção e da herança doutrinária que recebeu dos apóstolos. Seus fiéis tinham a obrigação de seguir um credo, cumprir um rito, obedecer aos superiores hierárquicos. A adesão de fiéis era marcada pelo medo da ira futura, como fuga da danação eterna. A solidariedade deu lugar às obras de caridade e esmolas, generosidade foi substituída pela obrigação, a misericórdia se transformou em uma penitência, a vida passou a ser encarada como um vale de lágrimas e a dinâmica da fé passou a ser vista a partir de uma relação de poder.
A igreja organização era voltada para o sentido de missão, mas não como compromisso de realizar os propósitos divinos na vida humana, mas como tarefa de gerenciar resultados. Seus fiéis foram transformados em consumidores, seus líderes em gestores e a fé como um produto a ser consumido de forma cada vez mais facilitada. A Missio Dei foi substituída por uma estratégia de crescimento e o mundo compreendido como um grande mercado em expansão.
A constatação mais ingênua diante desse processo é imaginar que precisamos retornar à igreja movimento, abrindo mão de todo arcabouço histórico, teológico e até material que a instituição e a organização da igreja conquistaram. Não podemos negar que a igreja é herdeira de um passado de conquistas, ela não chegou até aqui somente fundada em erros, mas também em muitos acertos que influenciaram decisivamente os rumos da história e da vida humana. Até por que, se a ideia de ser um movimento suficiente por si mesmo fosse o bastante, não teria se desenvolvido para os modelos seguintes.
Sim, a igreja precisa aprender a ser movimento, instituição e organização. Isso quer dizer que: como movimento, precisa despertar nossa paixão; como instituição, precisa ser a nossa identidade e, como organização, precisa orientar nossa ação no mundo. O que a igreja não precisa é cristalizar-se apenas como um movimento, senão não passa de uma tendência; nem apenas como instituição, senão se torna um costume; nem mesmo apenas como organização, senão vira um negócio.
A igreja que Jesus tinha em mente não era nada disso. Ela deveria ser uma comunhão. A igreja está para além do domingo, do clero e do templo. Também está para além do dogma, do credo e do sínodo. Diria mais, ela está para além da liturgia, do magistério e até da eucaristia. Antes todas as ações devem fazer com a igreja comunhão sobressaia, caso contrário não vai passar de movimento, de instituição e de organização.
A igreja comunhão se faz em meio ao discipulado, à evangelização e ao ato celebrativo. Implica um senso que coloca a vida a serviço do outro e do mundo, que desperta um sentido de pertença, que produz uma vida de testemunho e que fortalece os laços da vida comunitária. Uma igreja assim ganha relevância diante do mundo e é um convite para restaurar nossa relação com Deus. Porém, uma igreja diferente disso é um sinal de que a enfermidade que contamina e destrói a humanidade também já chegou até nós.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Verdade, meias verdades, pós-verdades / Truth, half truths, post-truths / La verdad, medias verdades, post-verdades

A verdade é sempre construída em meio a uma relação de poder. Ela é um desejo, uma aspiração a que os homens não têm acesso de forma plena. Ela sempre está velada ou mesmo falseada pelas tramas da linguagem. Entretanto, ela é buscada pela filosofia, pela ciência e pela religião como um ideal. Numa perspectiva metafísica, ela está inserida numa relação entre a percepção do mundo e o que se diz dele. O problema é que a verdade é sempre ela mesma, mas o mundo é vivo, está sempre em transformação.
Falar de verdade hoje implica trazer à tona os conceitos de meia verdade e de pós-verdade em voga nos meios de comunicação. Para compreender esses termos e seu emprego nas relações políticas de hoje implica partir do pressuposto de que a verdade não se limita a uma situação fática, do tipo “o livro está sobre a mesa”. A essência da verdade é de outra ordem. Ela está além do discurso. Deveríamos até argumentar aqui que não podemos falar de uma verdade absoluta, mas de verdades no plural.
Esses termos não são opostos à verdade. Do mesmo modo, o oposto de verdade não é simplesmente mentira nem mesmo um erro. A mentira é um valor moral, usado com uma certa intencionalidade. O erro é do âmbito do conhecimento, resulta de uma atitude em aceitar algo como verdade sem antes investigar. Tanto a mentira como o erro são valores que se colocam diante da verdade, falseando-a, encobrindo-a e se oferecendo como alternativa.
Meias verdades e pós-verdade são aspectos morais de se lidar com a verdade. Pense nesses termos:
As meias verdades são mentiras inteiras. O grande problema delas é quando quem as conta opta pela metade mentirosa. A metade verdadeira sempre permanece sob suspeita. A meia verdade é ingênua. Crianças, amantes e companheiros fazem uso dela para conservar a relação, para proteger o outro ou mesmo para se preservar. Isso não faz dela uma coisa boa. Mas expõe a realidade de que as pessoas nem sempre elaboram um discurso que comporta toda a verdade.
A pós-verdade é um jogo político, em que se divulga uma informação falsa, exagerada ou com interditos para criar uma sensação de verdade. A pós-verdade é cruel. Geralmente é lançada em redes sociais com cara, jeito e foro de verdade para aniquilar o outro. Ela é mais do que um falseamento, é uma fraude. Está carregada de apelos emocionais e de interpretações de fatos e acontecimentos de forma desconexa. O termo foi criado pela imprensa norte-americana para tratar do fenômeno da eleição de Trump à presidência de um modo politicamente correto.
Kant já dizia que “a verdade é um dever para com quem tem direito a ela”. Ele estava preocupado se a verdade pode ser compreendia como coerência ou como correspondência com o real. Na sua crítica à razão pura, vai compreender que “a verdade do objeto é sempre apreendida e substanciada através da verdade do juízo”, ou seja: a verdade é subjetiva.
Nietzsche, por sua vez, afirmou que “a verdade não significa necessariamente o contrário de um erro, mas somente, e em todos os casos mais decisivos, a posição ocupada por diferentes erros uns em relação aos outros”. Não passa de uma vontade de verdade. Por meio da linguagem, somos capazes de criar um mundo de ficções e de interpretações que são úteis para a afirmação de nossas relações, de nossa existência e até para o nosso fortalecimento.
A relação humana com a verdade é de preservação da espécie, para conservar posições e para afirmar convicções. O próprio instrumental lógico e racional construído para se buscar a verdade – seja através da ciência, da teologia ou mesmo da filosofia – é resultado de um longo processo histórico e demonstra o quanto estamos distanciados de valores absolutos. O único que foi capaz de declarar “eu sou a verdade” foi crucificado. Diante da indagação de Pilatos, sobre “o que é a verdade”, Jesus não respondeu.
Dizer que a verdade não existe seria um exagero. Não só ela existe como também as pessoas estão à procura dela. Os gregos usavam a palavra “aletheia” para se referir a ela. Significa “não encoberta”, ou seja, ela se desvela, precisa estar desnuda. Mas isso não acontece de forma natural, exige uma transformação do sujeito. Como afirmou René Descartes, “para pesquisar a verdade, é preciso duvidar, quanto seja possível, de todas as coisas, uma vez na vida”.
A verdade se encontra num campo indeterminado entre o sujeito e o objeto; não pertence ao sujeito nem ao objeto, mas a uma instância mediadora que põe o sujeito e o objeto em relação. O discurso verdadeiro é aquele que traz à luz aquilo que está encoberto pelas imposições do saber, naquelas situações de confronto em que somos interpelados. A verdade não é algo em relação a alguma coisa, mas ao que se é diante de si mesmo.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Esperança como transgressão / Hope as transgression / La esperanza como transgresión

“Descanse somente em Deus, ó minha alma; dele vem a minha esperança” Salmos 62.5
A esperança é uma virtude de quem consegue enxergar além das circunstâncias. Ela é da ordem da transgressão. Crer que algo é possível apesar das circunstâncias contrárias não é um exercício de otimismo ou de pensamento positivo. Isso depende de uma disposição diferente de se esperar.
Não é à toa que a esperança é uma das três virtudes teologais. Juntamente com a fé e a caridade, a esperança é uma força que o Espírito Santo confere por graça ao que crê a fim de aumentar a confiança e fortalecer a que seja perseverante. Para quê? Primeiro, para que creiamos na veracidade das promessas divinas, mesmo quando tudo parece contrário. Segundo, para que pratiquemos a vontade divina, mesmo quando tudo parece dar errado.
A fé é o fundamento sobre a qual descansa a esperança, e a esperança alimenta e sustenta a fé. A esperança renova e vivifica a fé sempre de novo e cuida para que sempre de novo se levante mais forte, para perseverar até o fim. Como disse Calvino: “Se faltar a esperança, por mais que falemos da fé de forma genial e eloquente, podemos estar certos de que não temos nenhuma!”
A esperança, portanto, é o que nos encoraja a seguir adiante. Ela está presente quando somos capazes de rir na hora da dor, quando nos sentimos realizados na hora da perda, quando buscamos forças em meio à luta, quando mudamos o rumo em meio à crise. Nasce de nossas carências e nos impulsiona para a resistência contra o que nos impede de seguir em frente.
O poeta francês Charles Péguy cantou certa vez:
O que me espanta, diz Deus, é a esperança.
Eu fico pasmo.
Essa pequena esperança que parece uma cousa de nada. [...]
A Esperança é uma meninazinha de nada. [...]
Entretanto é essa meninazinha que atravessará os mundos.”
A esperança é mais do que espera. Paulo Freire dizia que a esperança de que precisamos é a do verbo “esperançar”, e não a do verbo “esperar”. É ela que restaura o sonho e aponta um sentido. Por ela, um novo horizonte surge a cada instante que se avança. Ela é a expectativa da conquista, é o que proporciona esclarecimento e libertação. Sem esperança, a vida é só espera, viver não faz sentido algum, perde-se o horizonte e não há motivos para seguir adiante.
A falta da esperança é só perda. Enquanto a esperança nasce de nossas carências, a falta dela vem da alienação. A esperança encoraja, a falta dela cria uma relação de dominação. A esperança transforma, a falta dela favorece exploradores.
É preciso ter esperança neste tempo em que há tanto desespero. É preciso desejar como Paulo: Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo” (Romanos 15.13).

domingo, 15 de janeiro de 2017

Inabalável: relação entre fé e cultura a partir de Daniel / Unshakeable: considerations about faith and culture from Daniel / Inamovible: la relación entre la fe y la cultura en Daniel

Daniel, você é muito amado. [...]” (Daniel 10.11). 
Daniel é um exemplo de alguém que viveu a fé em seu tempo de maneira autêntica. Há uma relação entre fé e cultura e entre fé e realização histórica que não é levada em consideração pela maioria das pessoas que segue uma religião. A vida de Daniel, porém, conforme narrada na Bíblia, demonstra que ele enfrentou suas circunstâncias pessoais dentro de uma compreensão de seu tempo sendo perseverante e determinado em tornar-se um instrumento nas mãos de Deus para influenciar seus contemporâneos.
Daniel era um judeu de uma família nobre. Quando os caldeus dominaram a cidade de Jerusalém, em 605 a.C., ele e alguns outros jovens foram levados como escravos para Babilônia. O rei dos caldeus, Nabucodonosor, ordenou que fossem escolhidos aqueles mais capazes para que fossem preparados para servi-lo em seu palácio. E Daniel, juntamente com seus três companheiros Hananias, Misael e Azarias, estava entre os escolhidos.
Tomando por base a narrativa bíblica, dá para entender que Daniel passou o resto da sua vida naquela mesma região. Ele enfrentou várias situações que colocavam em risco sua vida, mas permaneceu firme em suas convicções de fé. Apesar de todas as provações, conseguiu desempenhar funções importantes dentro da dinâmica da vida social até o fim do império babilônico, que veio a cair diante do império medo-persa em 539 a.C. Mesmo na velhice, Daniel ainda serviu por alguns anos no governo desse novo império mantendo uma fé inabalável.
Sua fidelidade e determinação em fazer a vontade de Deus fizeram com que Daniel fosse reconhecido como um homem “muito amado” (Daniel 10.11). No livro do profeta Ezequiel, Daniel é mencionado como um dos grandes exemplos de justiça e retidão em meio a todo cenário do cativeiro babilônico, alguém tão digno como os exemplos de Noé e Jó (Ezequiel 14.12 e 20).
Essas suas credenciais permitiram que ele fosse usado pelo Senhor para ser portador de uma mensagem que trazia uma nova perspectiva história a respeito dos propósitos de Deus para a humanidade. Essa mensagem permanece viva e atual.
Através de uma linguagem simbólica, retirada da cultura de seu tempo, fica claro que ele apresenta o curso da história, apontando significados e esquadrinhando seu desenvolvimento até um final de acordo com um propósito divino. Sua narrativa demonstra que o Deus que criou o universo e a vida humana está no controle do tempo e conduz a história para um fim conforme a sua vontade.
Claro que isso não acontece sem que haja uma tensão entre os fatos históricos e as promessas divinas, entre os fenômenos culturais e a fé. O problema é que somos herdeiros de uma teologia que construiu uma separação entre revelação divina e realização histórica, entre fé e cultura. Porém, é preciso compreender que a as promessas divinas se realizam historicamente e que a fé deve ser expressa no contexto de uma cultura. E o livro de Daniel nos ajuda a compreender isso.
Para Daniel, a história humana e as manifestações sobrenaturais do poder de Deus estão inter-relacionadas. Por conta disso, podemos assumir uma atitude mais otimista diante de crises, catástrofes, conflitos e dominações. Essa compreensão bíblica da histórica nos ajuda a desenvolver a esperança e a ter uma mensagem encorajadora para aqueles que sofrem a opressão, a injustiça, a perda e a exploração.
Daniel nos ajuda a entender que a realização histórica necessita de um horizonte, caso contrário será sempre compreendida apenas como uma sucessão de acontecimentos. Os propósitos divinos apontam para um sentido da história. Por essa razão, o livro bíblico é considerado como parte de uma literatura apocalíptica, que aponta para o fato de que Deus está no controle da história, subvertendo relações de poder e trazendo seu reino aos homens a fim de que seus propósitos eternos se cumpram.

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