domingo, 17 de maio de 2015

Utilize seu potencial / Use your potential / Utilice su potencial

“O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria.” Eclesiastes 9.10 
Todos nós possuímos duas características que nos ajudam em nossa capacidade de realização: uma é a faculdade de desenvolver habilidades e competências; outra é o estado de insatisfação que nos leva a querer sempre mais e melhor. Quando essas duas características estão intencionalmente inter-relacionadas, promovem o que podemos chamar de sucesso.
Entretanto, somos induzidos em todo tempo e acreditar que pessoas de sucesso ou pessoas bem sucedias são portadores de virtudes especiais por causa de sua origem, talento ou poder.
A pergunta que surge quando o assunto é sucesso: como pessoas comuns podem obter o máximo de seu potencial? Ebenezer Bittencourt, líder do Instituto Haggai no Brasil, afirma que “existem três tipos de pessoas: as que fazem as coisas acontecerem, as que olham as coisas acontecerem e as que não sabem o que está acontecendo”.
Por essa razão, torna-se necessário entender bem qual é o seu perfil, o que faz de você o que é e o que o torna diferente dos demais. A ideia de se definir um perfil tem sido utilizada de forma muito equivocada pelo mundo corporativo, principalmente nos processos seletivos, valorizando mais a exclusão do que a valorização das potencialidades de cada um.
O que deve ser levado em conta na avaliação de nosso perfil? Cada um de nós é resultado de um processo básico e histórico de formação. É isso que define o seu perfil.
Através do acróstico a seguir – a partir das letras que forma a palavra “perfil” – veja o que deve ser levado em consideração em sua formação:
P – Personalidade.
E – Experiências.
R – Relação de dons e talentos.
F – Formação.
I – Ideal.
L – Lista de habilidades.
Você tem um jeito de ser. Isso tem a ver com suas origens, seu temperamento e suas intencionalidades. Isso influencia seu modo de se expressar, de se relacionar, de se organizar e de interagir.
Descubra quem você é: faça um teste rápido sobre si mesmo usando o gráfico a seguir. Considere cada característica de personalidade e atribua um valor de 1 a 3 para cada uma delas. Por exemplo: você é uma pessoa introvertida ou extrovertida? Marque 1 se você tem essas duas características de forma equilibrada. Se é mais introvertido, marque 2 ou 3 na direção da palavra; ou, se é mais extrovertido, nessa outra direção. Faça o mesmo nas demais situações.
Forte                     Médio                    Forte

Introvertido
3
2
1
2
3
Extrovertido
Autocontrolado
3
2
1
2
3
Autoexpressivo
Rotineiro
3
2
1
2
3
Variado
Cooperador
3
2
1
2
3
Competitivo

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Cultura do encontro / Meeting culture / La cultura del encuentro

A cultura do encontro é um dos temas desafiadores trazidos pelo atual Papa Francisco que, ao meu ver, deve nos conduzir a uma reflexão sobre a conduta de cristãos de todos os segmentos. Entretanto, não se trata de um fato novo. Desde o Concílio Vaticano II, há uma recomendação que consta do documento Gaudium et spes para que se considere o próximo como um “outro eu” tendo em vista a formação de uma vida mais digna. Diz o documento: “sobretudo em nossos dias, urge a obrigação de nos tornarmos o próximo de todo e qualquer homem, e de o servir efetivamente quando vem ao nosso encontro”.
O chamado para a consolidação de uma “cultura do encontro” foi apresentado pelo Papa Francisco em 2013, principalmente em quatro ocasiões, como uma alternativa à cultura da exclusão e da indiferença: na homilia proferida na missa com os religiosos, por ocasião da XXVIII Jornada Mundial da Juventude; na mensagem do dia Mundial do Migrante e Refugiado; na aula magna da Pontifícia Faculdade Teológica da Sardenha; e na exortação apostólica Evangellii Gaudium.
No primeiro discurso, ele afirmou que a igreja precisa ter a coragem de ir de encontro à cultura do descartável e de desenvolver uma atitude que favoreça a solidariedade. Segundo ele, “o encontro e o acolhimento de todos, a solidariedade [...] e a fraternidade são elementos que tornam a nossa civilização verdadeiramente humana. Temos de ser servidores da comunhão e da cultura do encontro”.
Na segunda oportunidade, o Papa Francisco disse que: “O mundo só pode melhorar se a atenção é dirigida, em primeiro lugar, à pessoa; se a promoção da pessoa é integral, em todas as suas dimensões, inclusive a espiritual; se não se deixa ninguém de lado, incluindo os pobres, os doentes, os encarcerados, os necessitados, os estrangeiros (cf. Mt 25, 31-46); caso se passe de uma cultura do descartável para uma cultura do encontro e do acolhimento.”
A cultura do encontro implica uma preocupação com a condição humana atual em função da crise econômico-financeira, bem como a que afeta as condições de vida humana no âmbito da ecologia, da moral e do conhecimento, que põe em risco o presente e o futuro. Uma crise que envolve o ocidente com implicações para todo o mundo e que tem a ver com o modo como a humanidade realiza sua existência no mundo. No terceiro discurso, o Papa acrescentou: “Penso não só que há um caminho para percorrer, mas que precisamente o momento histórico que vivemos nos impele a procurar e encontrar caminhos de esperança, que abram horizontes novos à nossa sociedade”, afirmou. E mais: “Esta é uma proposta: cultura da proximidade. O isolamento e o fechamento em si mesmo ou nos próprios interesses nunca são o caminho para voltar a dar esperança e realizar uma renovação, mas é a proximidade, a cultura do encontro. O isolamento, não; a proximidade, sim. Cultura do confronto, não; cultura do encontro, sim.”
A proposta da cultura do encontro está afinada com a defesa que o próprio Papa Francisco faz por uma igreja “em saída”, que consiste na ideia de uma igreja que sai ao encontro das pessoas em sua circunstância de vida. No documento Evangellii Gaudium, ele afirma:[...] prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’ (Mc 6, 37).”
As condições de vida no mundo atual interpelam a práxis cristã de modo que “torna-se necessária uma evangelização que ilumine os novos modos de se relacionar com Deus, com os outros e com o ambiente, e que suscite os valores fundamentais”. Nesse sentido, a igreja é chamada a ser servidora dum diálogo difícil”. E acrescenta: “Neste tempo em que as redes e demais instrumentos da comunicação humana alcançaram progressos inauditos, sentimos o desafio de descobrir e transmitir a ‘mística’ de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar-nos, participar nesta maré um pouco caótica que pode transformar-se numa verdadeira experiência de fraternidade, numa caravana solidária, numa peregrinação sagrada. Assim, as maiores possibilidades de comunicação traduzir-se-ão em novas oportunidades de encontro e solidariedade entre todos.”
O evangelho possui uma dimensão social que interpela e convida a que o cristianismo saia de sua zona de conforto e desenvolva uma atitude que supere a desconfiança e o medo de ser invadido. “A verdadeira fé no Filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo, da pertença à comunidade, do serviço, da reconciliação com a carne dos outros. Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura.”

sábado, 2 de maio de 2015

Como lidar com conflitos? / How to deal with conflicts? / ¿Cómo lidiar con los conflictos?

“Pois, quando chegamos à Macedônia, não tivemos nenhum descanso, mas fomos atribulados de toda forma: conflitos externos, temores internos.” 2 Coríntios 7.5
O conflito é contingente. Ele é inerente à nossa própria condição humana e está presente em todas as nossas relações como forças antagônicas que perturbam o processo de tomada de decisões.
Para Freud, o conflito é constitutivo do sujeito, que consiste em uma oposição de exigências internas contrárias, como o desejo e a censura, os sistemas e as instâncias, o querer e o poder, o prazer e a realidade, o inconsciente e o consciente.
Para Kurt Lewin, toda variação do comportamento humano é condicionada pela tensão entre as percepções que temos do mundo e o contexto psicológico em que estamos inseridos. O que está em jogo no conflito é uma convergência de forças quando se está diante de dois valores opostos.
O apóstolo Paulo falava de uma lei interior que atua na hora de fazer escolhas: “Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim.” Romanos 7.21. Portanto, o conflito é algo tão humanamente inevitável que até a Bíblia se preocupa com ele.
Por essa razão, precisamos partir do pressuposto de que enfrentar conflitos é parte de nossa realidade. Além de ser inevitável, é necessário. Os conflitos são sinais de vitalidade. Eles:
a) ajudam a organizar as ideias e a percepção da realidade;
b) apontam para o problema;
c) mobilizam recursos e pessoas para a busca de solução;
d) encorajam a que sejamos mais criativos; e
e) acabam com a preguiça.
Devemos olhar para o conflito de forma realista. Isso quer dizer que não devemos ser otimistas demais nem pessimistas em demasia. “O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é um realista esperançoso”, disse certa vez Ariano Suassuna.
Teóricos da Administração têm desenvolvido uma maneira de lidar com conflitos que inclui dois estilos: um que está ligado à consideração e outro, à confrontação. No eixo das considerações – ao analisar o conflito –, você pode escolher entre a fuga e a acomodação, mas também pode optar entre dominar ou colaborar. No eixo da confrontação, você pode escolher entre evitar o conflito ou partir para a competição, ou pode escolher entre se render a ele ou cooperar.
O que determina o resultado positivo ao enfrentar conflitos é a sabedoria em analisar cada circunstâncias, valorizar as pessoas envolvidas e aplicar a dose certa de iniciativa própria. Nem sempre a melhor decisão é aquela que tomamos no calor da hora, mas aquela que tomamos na hora certa, no lugar certo, pelas razões certas. Muitas vezes, menos é mais. E isso demanda um exercício constante de aprendizado. 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Deus / God / Dios

Pois nele vivemos, nos movemos e existimos [...]” Atos 17.28
Costumo ouvir a acusação de que a filosofia é incompatível com a fé. Tenho experimentado o contrário disso em minha própria vida. É bem verdade que há quem diga que crer em Deus é um absurdo, mas eu acrescentaria que não crer em Deus é um absurdo absoluto. Nesse aspecto, Tertuliano, no século II, afirmou: “Creio embora seja absurdo”. Entretanto, o grande problema da crença e da compreensão de uma relação com Deus está nas próprias tentativas de explicá-lo: toda a tentativa de explicar Deus é incompleta.
Ao longo da história da filosofia, três formulações teóricas sobre Deus marcaram a cultura ocidental. Gostaria de refletir um pouco sobre elas para que possamos repensar a nossa fé. Há muitas explicações sobre Deus que partem dessas compreensões e dão base a muitas práticas de nossa espiritualidade. Trata-se do conceito de Deus em Platão, Aristóteles e na tradição judaico-cristã.
O conceito de Deus em Platão está relacionado com a base de seu pensamento: a concepção do mundo em duas esferas, uma que é percebida pelos sentidos e outra que só alcançamos pela razão. Ele entendia que o mundo em que vivemos é transitório de tal modo que não dá para ser percebido pelos sentidos.
O que o sentido capta é apenas a singularidade das coisas. No mundo sensível, a existências das coisas faz parte de uma relação em constante mudança, mas, por detrás do que percebemos neste mundo, Platão desconfiava de que há uma estrutura que não muda e confere identidade às coisas. O que percebemos com os sentidos não passa de sombras ou ilusões de uma essência, de uma ideia fundamental, que precisa ser buscada. Essa essência, que é permanente, não nos é acessível aos sentidos, mas tão somente pela razão, que são os olhos da alma.
O corpo só percebe o que é transitório, mas a razão está sempre em busca da essência. Isso constitui um dualismo que precisa encontrar uma harmonização que só a filosofia consegue dar conta. Nessa direção, o conhecimento de Deus não pode ser alcançado pelos sentidos. Deus é uma questão racional e não de sensibilidade. Para se chegar à ideia de Deus, é preciso desenvolver exercícios de espiritualidade, baseados em condutas que eliminem o que é singular e conserve o que é comum a fim de que se chegue à ideia perfeita.
Assim é que se chega aos conceitos de justiça, de belo e de verdade como resultado de todas as condutas em sua perfeição. Deus está por trás e acima desses conceitos articulando a existência de todas as ideias perfeitas que podemos ter sobre o mundo. Deus é o resultado último dessa busca racional da perfeição, distante de nossas percepções sensoriais. O encontro com Deus, então, é pouco provável, pelo menos enquanto a alma estiver aprisionada ao corpo, pois este impede um exercício perfeito de abstração.
Para Aristóteles, o universo é um todo ordenado, em que tudo tem uma finalidade e uma atividade própria. Quando cada coisa cumpre bem a sua finalidade, contribui para que o universo funcione bem. A finalidade de cada coisa no universo é o que garante uma existência adequada de cada uma delas e permite que as demais coisas também alcancem a sua finalidade. Da mesma forma, quando uma coisa não cumpre bem a sua finalidade, isso afeta todo o universo. A finalidade das coisas é a causa de elas serem como são, bem como terem a forma e a substância que possuem.
Deus, por conseguinte, é a adequação entre os seres e suas finalidades. Deus, portanto, é o motor primeiro, ato puro, imaterial e apático, como um pensamento de si mesmo. Ao mesmo tempo, Deus é o fim último de todas as coisas. Isso quer dizer que Deus é transcendente ao homem, mas imanente ao universo, uma vez que o universo é organizado a partir de uma lógica que lhe é própria. Em outras palavras, o universo é cósmico, o que permite que seja compreendido, decifrado como logos, em que Deus é quem dá sentido. A dimensão divina que é imanente ao ser precisa exercer a sua atividade com excelência tendo em vista a sua finalidade.
Assim, os seres exercem virtuosamente sua existência, visto que a virtude equivale a uma competência para exercer uma certa finalidade. Diferentemente dos demais seres, no entanto, o homem nem sempre é competente para alcançar a sua finalidade. Para que alcance a sua finalidade no mundo, o homem precisa conhecer a sua atividade natural, que lhe é peculiar. Enquanto Deus está necessariamente presente no mundo, a presença de Deus na vida humana é contingente. E isso se dá quando desenvolvemos com excelência uma atividade e alcançamos a finalidade da mesma.
A relação com Deus se dá quando encontramos o nosso lugar no universo e, assim, alcançamos a eternidade. A salvação, portanto, consiste na superação do medo da morte. A essência desse modo de pensar é que, se fizermos as coisas certas, do modo certo, pelas razões certas, seremos salvos. Os estoicos desenvolveram ainda mais essa compreensão de Deus e nossa relação com ele.
Na concepção judaico-cristã, Deus transcende ao homem e ao universo. Ele é o criador de todas as coisas a partir do nada, que sempre existiu como um ser absolutamente perfeito. Esse Deus está envolvido com a criação com a qual exerce uma relação pessoal. Como ser pessoal e relacional, Deus é sensível e se deixa afetar pelas dores do mundo. É Deus mesmo que se encarna na pessoa de Jesus, imerge na história e reivindica para si todo o ser humano para que tome parte de sua natureza divina. A salvação envolve toda a nossa condição humana e exige uma resposta de fé ao acolher a sua proposta amorosa de vida.
O grande problema é que, quando o cristianismo foi levado para o Ocidente, deparou-se com o fato de que o pensamento greco-romano era dominante, e que a crença judaico-cristã era vivenciada por um povo dominado formado por muitos pobres. Com a aproximação do poder político, na época de Constantino, e o surgimento da cristandade, prevaleceu a influência do pensamento ocidental sobre a teologia, inclusive com a adoção de práticas de espiritualidade que eram comuns à ascese greco-romana. De tal maneira que a teologia se distanciou de sua origem e procurou desenvolver explicações que dessem conta de suas próprias contradições, como foi o caso das tentativas das provas ontológicas da existência de Deus.

domingo, 26 de abril de 2015

Por que pessoas fracassam? / Why people fail? / ¿Por qué fallan las personas?

“O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada; ainda que tropece, não cairá, pois o Senhor o toma pela mão.” Salmos 37:23-24
Ter sucesso é uma exigência para quem quer seguir qualquer carreira ou realizar qualquer projeto. Vivemos no império das pessoas bem-sucedidas. O contrário disso é fracasso. Bill Gates, o homem mais rico do mundo – o perfil do bem-sucedido – afirmou certa vez: “O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair.”
Normalmente, pessoas fracassam por três motivos:
a) não sentem necessidade de alcançar o sucesso;
b) não têm medo do sucesso; ou
c) desconfiam do sucesso.
Isso quer dizer que você só fracassará na vida se não tentar e não lançar um desafio para si mesmo. O sucesso é resultado de muito trabalho. Entretanto, o trabalho não se basta por si mesmo. Há que se buscar um equilíbrio em nossas relações.
Bryan Dyson, ex-presidente da Coca-Cola, comparou a vida a um jogo de malabarismo com cinco bolas, sendo uma de borracha e as outras quatro de vidro. Essas bolas seriam o trabalho, a família, a saúde, os amigos e a espiritualidade. A bola de borracha corresponde ao trabalho. Se ela cair, vai pular para cima em retorno. As demais, se caírem, ficarão para sempre danificadas. Daí a necessidade de muito equilíbrio.
O fracasso é sempre uma possibilidade quando as nossas relações com o outro estão em jogo. Há muito tipo de sucesso que são verdadeiros fracassos. Por exemplo, uma pessoa pode ser bem-sucedida em seu empreendimento, mas deixar escapar a chance de se relacionar bem com quem ama.
A diferença entre sucesso e fracasso está na dose certa de esforço que você aplica em suas relações e nas suas prioridades na hora de fazer escolhas. Quando se tem que tomar decisões, o que mais importa são os valores que orientam a nossa vida. O certo a fazer tem que ser válido para toda e qualquer situação. A teoria do vale tudo não é a melhor receita para o sucesso.
Na hora de tomar decisões, alguns princípios são imprescindíveis. Um deles é a prudência. Os judeus ensinam que há três fatores que determinam o sucesso: a inteligência (habilidade de pensar), o conhecimento (habilidade de processar informações) e a sabedoria (habilidade de aplicar o conhecimento às situações práticas)
Outro princípio é o bom-senso. Pessoas de bom-senso ouvem conselhos e aprendem com seus erros. Há ainda o princípio da fé. O grande segredo da vida é viver de acordo com o que Deus planejou para nós. E, finamente, o princípio do cuidado com os relacionamentos. Coloque as pessoas acima das coisas.

O fracasso não é, em si mesmo, o fim da linha, mas uma oportunidade de rever seus valores, suas escolhas e suas ações. Pessoas bem-sucedidas são capazes de olhar para si mesmos e de fazerem um diagnóstico realista de quem é. O fracasso mesmo é se iludir achando que é capaz de realizar coisas que estão distante daquilo que pode conferir dignidade a você e aos que estão a sua volta.

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