segunda-feira, 22 de maio de 2017

Humanização / Humanization / Humanización

Quando Jesus atravessou o mar da Galileia de barco com seus discípulos e chegou à região de Gadara, deparou-se com um quadro grotesco: uma pessoa agressiva, violenta, seminua, imunda, com sinais pelo corpo de que havia sido preso por fortes grilhões, urrando e arremessando pedras contra quem se aproximasse. Não sei o que você faria se estivesse no barco com Jesus, mas eu logo remaria na direção contrária.
Essa narrativa encontra-se em Marcos 5.1-18. Uma coisa que escapa de nosso olhar é o fato de que ali estava um ser humano. Parece contraditório, mas mesmo as pessoas mais vis, violentas e que tenham praticado as coisas mais hediondas são seres humanos e, como tais, foram feitos à imagem e semelhança de Deus. Foi assim que Jesus viu aquele homem. E é assim que Jesus nos vê: como pessoas.
A cura do endemoninhado gadareno nos lembra o quanto Jesus está interessado em restaurar as relações que constituem a nossa humanização. Jesus reivindica, por amor, para si todo ser humano a fim de que viva a sua humanidade perante Deus sem precisar se envergonhar disso.
Quando falamos de nossa condição humana, isso comporta um problema: a rejeição do projeto de Deus através da ruptura de nossas relações fundamentais. É isso que constitui o que podemos chamar de situação de não salvação. A maldade está no fato de que rejeitamos o projeto de vida proposto por Deus desde a criação. É isso que a Bíblia chama de pecado.
Jesus veio nos libertar da opressão causada pela maldade. Ao fazer isso, ele viveu a nossa vida, enfrentou a nossa morte da forma mais cruel (a cruz), ressuscitou glorificado e hoje está vivo com o Pai. É isso que dá validade ao seu ensino e promessa: “Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” (João 8.36).
A salvação é, portanto, a restauração das relações rompidas pelo pecado. O pecado é o estado em que nos encontramos por termos nos desviado dos propósitos de Deus. O sentido de estar perdido é porque estamos perdidos de nós mesmos.
Jesus é o Salvador porque viveu intensamente essas relações. Nele não se encontrou pecado. Diz a Bíblia: “Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hebreus 4.15).
Toda religião aponta para um tipo humano baseado em obrigações, mas Jesus valoriza a liberdade. Ele disse: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8.32). Jesus não está comprometido com ideais humanistas, mas está profundamente interessado em restaurar a humanidade toda. Por isso, ele reivindica a que a humanidade toda possa segui-lo com todas as implicações que isso envolve.
(Extraído do livro Elogio da Compaixão.  Imagem: Homem pensador, de Picasso).

domingo, 7 de maio de 2017

Famílias normais à luz da Bíblia / Ordinary families according to the Bible / Familias normales a luz de la Biblia

“Quem causa problemas à sua família herdará somente vento [...]” (Provérbios 11.29).
A alegria de se viver em família é um assunto que está intimamente relacionado com nossa espiritualidade. Por essa razão é que a igreja é a única instituição preocupada com a vida em família atualmente, assumindo um papel de protetora, de promotora e de acolhedora. De fato, a família tem passado por fortes e profundas transformações, contudo isso não quer dizer que ela tenha perdido o seu valor.
As regras morais que hoje são usadas para defender o ideal de uma família normal não são retiradas das Escrituras, mas de um tempo mais recente, conhecido como “era vitoriana”. Corresponde ao período em que a rainha Vitória reinou na Inglaterra, no meado do século XIX até o início do século XX. Foi um período de grande prosperidade econômica, em meio à Revolução Industrial, e de grandes transformações culturais nos modos de se pensar a vida cotidiana e do divertimento, como foi, por exemplo, a Belle Époque na França e o Gilded Age nos Estados Unidos.
A chamada era vitoriana foi marcada pelo fortalecimento da classe média, que almejava cultura e status. As classes mais elevadas ditavam os costumes que deveriam servir de modelo para as camadas mais inferiores. A vida social foi cercada de uma forte preocupação moral e por uma afirmação de padrões e valores rígidos para as relações entre pessoas, vestuários, etiquetas à mesa e interações. É dessa época também a afirmação de um modelo de família, cercado pelos conceitos engendrados dentro do movimento do puritanismo e da repressão sexual.
Na concepção vitoriana de família, o lar é tratado como um ambiente protegido, que deveria servir como base moral para a sociedade. Para tanto, era necessário protegê-lo dos ataques do pensamento mais liberal, bem como resguardá-lo para que fosse mantido um ar de equilíbrio e de harmonia. Nesse sentido, numa afirmação bem funcionalista, cabia à mulher o papel de guardiã da família e símbolo da moral de toda a sociedade. Recai sobre ela a responsabilidade de manter a reputação da família em meio ao convívio social. Para isso, deveria ser pura, delicada, submissa e bela.
Ao homem cabia o papel de provedor da casa, tanto no sentido financeiro como também na segurança da família. Sua vida deveria ser devotada ao trabalho, aos negócios e à vida pública, incluindo aí também a política. Era dele a iniciativa do cortejo e das carícias, que nunca deveriam acontecer em público. Os filhos, por sua vez, deveriam ser educados nos rígidos padrões morais da sociedade e cabia à família o papel de instruí-los em relações aos costumes. A infância era vista como uma fase em que se exigia a obediência aos pais. As crianças das famílias mais ricas eram educadas por criados e serviçais da família. Já naquelas que eram mais carentes, a criança deveria trabalhar desde cedo.
Como se pode notar, o modelo de família que costumamos chamar de normal nos dias atuais tem mais a ver com um padrão socialmente construído em um determinado momento da história, que está mais voltado a um outro contexto cultural que não o nosso. Não está relacionado com os modelos de família que se encontram na Bíblia.
Podemos afirmar que a Bíblia não está preocupada em apresentar um padrão de vida familiar nem de fazer com que os personagens bíblicos se tornem modelos ideais de conduta para as pessoas em todo o tempo. Na verdade, ela está interessada em apresentar situações de vida em família de forma real em que a gente se vê ali retratado.
Os relatos da Bíblia em relação à vida em família não são obras de ficção nem mesmo de idealizações produzidas a partir de um conceito fundador. São histórias de famílias atravessadas por situações de sucesso e fracasso, dor e alegria, conquistas e perdas, amor e traição que são encontrados em todo o tempo, inclusive entre nós.
De um modo geral, os estudos bíblicos tentam nos remeter à seguinte questão: como nossas famílias podem ser analisadas à luz das famílias da Bíblia? Porém, uma questão interessante a ser levantada é: como as famílias da Bíblia poderiam ser analisadas à luz da terapia familiar nos dias de hoje? A partir dessas análises, poderíamos encontrar muitas respostas para nossas inquietações diante dos dilemas vividos em família hoje, em vez de concentrarmos nossa atenção e energia para tentar implantar um tipo ideal que não se encaixa em nossas condições de vida atuais.
Compreender as famílias da Bíblia a partir de um olhar crítico possibilita uma reflexão mais ampla sobre os propósitos de Deus para a vida em família. Retira um pouco o nosso foco de um modelo exemplar ou de uma tipificação dos relacionamentos e nos apresenta a família como espaço de realização de nossa existência em todas as suas dimensões. Daí podemos compreender que, em meio às fragilidades inerentes à nossa condição humana, Deus pode – e quer – se revelar e realizar sua graça e compaixão. 
Podemos confiar que Deus quer abençoar nossas famílias. Uma família normal, dentro de uma perspectiva bíblica, não é aquela que tem papéis bem definidos em sua formação nem é a que segue um padrão ideal, mas é a que Deus tem espaço para realizar seus propósitos, em meio às nossas virtudes e fraquezas.

domingo, 30 de abril de 2017

Quem é você sem suas máscaras / Who are you without your masks? / ¿Quién es usted sin sus máscaras?

Não somos como Moisés, que colocava um véu sobre a face para que os israelitas não contemplassem o resplendor que se desvanecia.” 2 Coríntios 3.13
Uma das histórias mais curiosas da Bíblia a respeito de identidade é a de Moisés, homem que esteve face a face com Deus e o entendia por sua essência. Certa vez, depois de ter passado por uma das mais impressionantes experiências de encontro com Deus, sentiu a necessidade de representar simbolicamente o que sentia. Ele havia reconhecido o quanto Deus ama e o quanto estamos distantes de sua graça, ele havia percebido o quanto estamos equivocados em relação ao que diz respeito às relações com Deus e o quanto ele nos acolhe e perdoa.
Seu rosto resplandecia cada vez que entrava na presença de Deus, a partir de então. Logo em seguida, descia para falar com o povo. Quando acabava de falar, cobria o rosto e só voltava a descobri-lo quando entrava de novo na presença de Deus. Na verdade, Moisés sentiu a necessidade de cobrir o seu rosto para que encobrisse a glória que estava sumindo. Este fato é relatado em Êxodo 34.29-35.

Essa atitude de Moisés tem a ver com a maneira como lidamos com nossas aparências. A tentativa de mostrar o que não somos tem a ver com o uso que fazemos de máscaras. As máscaras escondem a nossa identidade e interferem em nossa maneira de ser.
Nossas máscaras não são meros disfarces. Elas encobrem o desejo humano de recuperar a integridade perdida. Todos nós fazemos uso de máscaras, muitas delas, uma para cada ocasião, e as substituímos o tempo todo com uma habilidade tremenda. Nietzsche afirmou que “todo espírito profundo necessita de uma máscara.”
[...]
Conhecer sobre isso é importante demais pois nos ajuda a crescer pessoalmente. A completa maturidade só é alcançada pelo pleno desenvolvimento da personalidade.
Somos habilidosos em usar máscaras e a lidar com sombras. Sem as máscaras, não nos reconhecemos. Com relação às sombras, enganamos a nós mesmos. É um jogo em que, quando somos confrontados, passamos por uma experiência dolorosa. É uma grande desilusão descobrir que passamos a vida inteira à margem de nós mesmos.
Por causa dessa nossa habilidade, temos a tendência de nos autoenganar e até de sabotar a maneira de lidar com nossa própria vida. Nossa natureza comporta uma condição tal que permite que surjam sentimentos bons e ruins em relação a todas as situações vividas pelo simples fato de sermos humanos.
É nessa perspectiva que Deus nos chama a um mergulho no ser a fim de que vivenciemos uma fé sincera. O apóstolo Paulo disse certa vez a seus discípulo Timóteo: “O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera.” 1 Timóteo 1.5.
(Extraído do e-book Quem é você? Quando nossa identidade é colocada em jogo. Disponível na Amazon e neste blog)

sábado, 15 de abril de 2017

Sete palavras da cruz / Seven words from the cross / Siete palabras de la cruz

Nenhum púlpito, tribuna ou cátedra foi tão eloquente como a cruz. A crucificação de Jesus foi um espetáculo público que envolveu todo tipo de espectadores: familiares, seguidores, executores, curiosos e até inimigos e algozes. O horror da cruz falava por si só.
Ali na cruz, Jesus assumiu sobre si o mistério de Deus para resgatar a humanidade. Ele exerceu na cruz o papel de um mestre em sua cátedra ao proclamar sete breves frases carregadas de amor. Elas são as últimas palavras de alguém que teve uma vida expressiva, ocupado com a dor de gente como a gente.
A primeira, uma palavra de perdão. “Jesus disse: ‘Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo’. Então eles dividiram as roupas dele, tirando sortes” (Lucas 23.34). Ela fala que somos acolhidos por Deus, não importa o tamanho de nossos pecados.
A segunda, uma palavra de esperança. Jesus lhe respondeu: ‘Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso’” (Lucas 23.43). Ela fala de que o melhor de Deus já está preparado para nós, mesmo que tudo pareça dar errado.
A terceira, uma palavra de compaixão. Quando Jesus viu sua mãe ali, e, perto dela, o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe: ‘Aí está o seu filho’, e ao discípulo: ‘Aí está a sua mãe’. Daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa” (João 19.26,27). Ela fala nada foge ao olhar misericordioso de Deus, até nossos sentimentos mais íntimos.
A quarta, uma palavra de revelação. “Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: ‘Eloí, Eloí, lamá sabactâni?’ que significa: ‘Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?’” (Mateus 27.46). Ela fala que Jesus é o messias divino, o abandonado de Deus, que se esvazia a si mesmo para se revelar tão próximo.
A quinta, uma palavra de humanidade. Mais tarde, sabendo então que tudo estava concluído, para que a Escritura se cumprisse, Jesus disse: ‘Tenho sede’” (João 19.28). Ela fala que Jesus era gente como a gente, com necessidades e possibilidades humanas, a fim de que sejamos gente como ele foi.
A sexta, uma palavra de missão. Tendo-o provado, Jesus disse: ‘Está consumado!’ Com isso, curvou a cabeça e entregou o espírito” (João 19.30). Ela fala que Deus está em missão, realizando a obra da redenção, que Jesus cumpriu de forma cabal ao assumir nossa humanidade até a morte na cruz.
A sétima, uma palavra de entrega. Jesus bradou em alta voz: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito’. Tendo dito isso, expirou” (Lucas 23.46). Ela fala que a morte não é o fim, mas nela está o começo de uma nova vida, que já pode ser experimentada aqui como nova criatura que renasce com a entrega por fé da vida inteira a Jesus.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Por que ainda sou evangélico? / Why am I still an evangelical? / ¿Por qué sigo siendo evangélico?

Sou cristão, ligado à vertente protestante, filiado a uma igreja batista. Como tal, fui instruído com base em uma teologia reformada em um seminário confessional mantido pela denominação batista mais tradicional. Isso me identifica como uma pessoa de confissão evangélica. Porém, essa afirmação não é suficiente para descrever a minha condição de religiosidade.
O que é ser evangélico? Essencialmente, deveria corresponder a uma pessoa que orienta sua vida, suas práticas, seu discurso, suas relações e suas esperanças pelo evangelho. A palavra “evangelho” vem do termo grego que corresponde a “boa notícia”, aquela que é alvissareira, que aponta um olhar para o futuro. O evangélico deveria ser, então, alguém que anuncia uma notícia boa para um mundo cansado de notícias desalentadoras, que declara que há saída para um mundo perdido.
Mais recentemente, o termo “evangélico” passou a designar um tipo de religioso, que faz parte de um segmento do cristianismo originário do movimento protestante. Sendo assim, faz referência a um contexto que comporta uma diversidade de formas e expressões. Quando se fala de evangélico, deve se ter em mente a pluralidade que isso comporta. Entretanto, nota-se o crescimento de uma tendência de se rotular de evangélico todo cristão adepto de igrejas que são marcadas por uma teologia simpática ao individualismo e ao consumismo, com uma moral conservadora e uma atitude fundamentalista.
Enquanto segmento religioso, os evangélicos não são todos iguais. Há evangélicos que são de esquerda e de direita, que lutam por direitos sociais e que defendem interesses do capital, que se importam com a causa do oprimido e que apoiam a bandeira da propriedade privada, que têm uma posição mais aberta para as questões de gênero e que são radicais e tradicionais nesse assunto, que buscam uma espiritualidade mais humanizadora e que professam a fé com base em uma teologia fundamentalista, que desenvolvem uma análise mais crítica das Escrituras e que afirmam a inerrância bíblica.
Além disso, as igrejas evangélicas se diversificam quanto as formas de organização, liderança e de culto. Daí a infinidade de denominações cristãs. E essa diversidade não é de forma alguma prejudicial. Cada igreja procura se estruturar para dar conta de suas necessidades e conflitos. Mesmo dentro de uma determinada denominação, há uma variação de condutas. Isso se dá pelo fato de que as denominações não são formas sagradas, divinas, reveladas, mas resultados de relações políticas em que estão em jogo interesses e exercício de poder.
Em tempo de maus exemplos e escândalos envolvendo bancada evangélica e lideranças evangélicas, é muito comum encontrar representações esquivando-se do uso desse termo. Ao longo dessa minha jornada evangélica, tenho visto pessoas que condenam essas atitudes, mas conservam um desejo pelo poder. Já vi pessoas que criticavam as estruturas denominacionais até terem uma oportunidade de exercer um cargo e já vi pessoas que ocupavam cargos, mas que passaram a criticar essas mesmas estruturas após serem destituídas ou demitidas. Enfim, essa atitude condenatória, embora tenha uma causa justificável, está mais para um certo ressentimento do que para uma análise crítica, que se faz necessária.
Continuo afirmando minha condição de evangélico. Não deixei de ser evangélico porque desejo ser anunciador de boas notícias, com a palavra e com a vida, para um mundo que está desorientado. E, como tal, reafirmo meus vínculos com o segmento protestante, com uma teologia reformada e com a igreja batista, que são expressões que remetem a essa condição. E o faço não porque julgue tais expressões como melhores ou mais perfeitas, mas que estão ligadas à minha história de vida.
Sou protestante porque rejeito as formas simbólicas com que a religiosidade ocidental se configurou. O meu protesto se direciona para a estrutura hierárquica da autoridade eclesiástica, para a centralização do poder da igreja, para a afirmação de uma teologia dogmática que não comporta o diálogo, para as formas engessadas de expressões litúrgicas.
Sou adepto da teologia reformada porque entendo que há uma depravação humana que tem uma causa originária, para a qual as Escrituras apontam a graça revelada na pessoa de Jesus Cristo como única esperança de salvação. É por meio da graça que posso compreender Deus como sendo uma Trindade, que está comprometido com uma missão e que reivindica para si toda a criação para tomar parte do seu Reino. Por ser uma teologia reformada, ela se faz por meio do diálogo e aberta a estar sempre se reformando. Fora disso, a vida é sem graça.
Pertenço a uma igreja batista porque é a única denominação cristã que tem em seus princípios a defesa da liberdade de expressão e da tolerância religiosa. Pelo menos em seus princípios. A realização prática é outra história. Foi na igreja batista que aprendi com meus antigos pastores o respeito à diversidade religiosa e de culto, a separação completa entre igreja e Estado, a prática da democracia e a defesa do direito de livre expressão.
Sei que essa forma de ser parece estar na contramão do que a maioria tem colocado em prática. Entretanto, procuro construir uma espiritualidade à luz dessa compreensão, que esteja voltada para o humano a partir dos mais vulneráveis, que respeite as diferenças e que valorize a liberdade. É a partir do lugar em que sou construído como evangélico que posso dialogar com outras expressões e contribuir de algum modo para o debate sobre as necessidades humanas. Nesse sentido, sou evangélico crítico e comprometido com as demandas do evangelho de Jesus.

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