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domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal na história / Christmas in history / Navidad en la historia

“Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei” Gálatas 4.4
O Natal é a lembrança do maior acontecimento histórico da humanidade e só será superado com a segunda vinda de Jesus: o fato de Deus ter se tornado humano.
Isso supera a descoberta do fogo, a invenção da roda, a queda de impérios, a descoberta do novo mundo, a revolução industrial e até as transformações trazidas pela era da informação. Em Jesus Cristo, nascido historicamente, Deus se apresenta a si mesmo como o Deus salvador da história, que se coloca junto ao homem em suas circunstâncias concretas para lhe apontar o caminho da redenção.
O acontecimento lembrado no Natal é o ápice de um evento radical e único na relação entre Deus e a história. Ele se deixa afetar pela história, se esvazia da eternidade para viver o jogo de forças de nossa realidade intramundana. Ele se oferece como alguém que se relaciona com outros que agem em liberdade no processo de dar e receber, que se torna tangível receptivo, acolhedor e doador.
Deus não se fez apenas um bebê. Ele se tornou gente na pessoa histórica de Jesus. De tal forma que a vida inteira de Jesus é um testemunho da essência de Deus: sua encarnação, sua morte, sua ressurreição e sua ascensão. Ela é a prova cabal de que Deus não é insensível, imutável, distante ou apático. Ao contrário, Deus em Cristo se mostra acolhedor, relacional, alcançável e vulnerável diante da liberdade e do sofrimento humano.
Na pessoa do Filho, o Pai se faz pleno ao mesmo tempo em que a pessoa do Filho assume a natureza humana para unir-se a toda a criação. O Filho assume a humanidade no tempo a fim de que realize a sua condição eterna de Filho de Deus somente pela garantida da ação e mediação do Espírito. É na dimensão trinitária que podemos compreender o mover de Deus na história.
Na pessoa do Filho, Deus se comunica conosco e estabelece comunhão por meio do Espírito. Natal é, portanto, uma celebração trinitária, é a dramatização do Deus que se faz homem para redimir a criação, para curar as feridas deixadas pelo pecado, para eliminar a distância entre Deus e o homem, para quebrar o poder da morte e para fazer surgir uma nova comunidade.

O Natal é a celebração do Deus que entra na nossa história, que supera nossas resistências a Ele, para apontar o caminho de nossa própria salvação.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Bíblia, autoajuda divina / Bible, divine self-help book / Biblia, divina autoayuda

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração.” Hebreus 4.12
A Bíblia é o maior e mais completo manual de autoajuda e espiritualidade que a humanidade possui. Neste tempo em que as pessoas necessitam de guias para a vida, nada melhor do que resgatar o valor e a relevância da Bíblia para orientar atitudes, sensações e relacionamentos.
Jesus, o maior mestre de espiritualidade que a humanidade já conheceu, recomendou a que se examinasse as Escrituras como exercício de descoberta do verdadeiro sentido da vida. Examinar as Escrituras é mais do que conhecer um texto. É procurar ouvir a voz do Espírito que permeia toda a mensagem bíblica.
A Bíblia é a palavra viva de Deus porque é a voz do seu Espírito que invade nosso contexto como um sopro. A metáfora do sopro ilustra bem a maneira como a mensagem que emana da Bíblia se espalha e chega até nós como consolo, alento, refrigério, exortação, ensino.
Fazer da Bíblia um manual de autoajuda tem algumas implicações:
- Implica perceber o mover de Deus na história da criação, reconhecendo a natureza como o pano de fundo da revelação divina.
- Implica compreender que somos parte de um plano maior que ainda está em curso. A redenção é parte do plano divino de se autorrevelar e de buscar a pessoa humana em sua condição.
- Implica reconhecer que o amor de Deus só se concretiza no encontro com o humano, por isso se encarna na pessoa histórica de Jesus de Nazaré, para se oferecer como drama trágico na cruz e se tornar o nosso salvador.
- Implica assumir o custo de permitir que a voz do Espírito se encarne na nossa vida e nos torne testemunhas da graça da vida.

Um livro para ser amado, não idolatrado. Um livro para servir de guia, uma vez que o caminho é Jesus Cristo. Um livro para orientar a vida, uma vez que é palavra viva de quem de fato se importa conosco.

domingo, 30 de novembro de 2014

Espiritualidade e aprendizado: o exemplo de Eliseu, o aprendiz / Spirituality and learning: the example of Elisha / Espiritualidad y aprendizaje: el ejemplo de Eliseo

“[...] Então se levantou e seguiu a Elias, e o servia.” 1 Reis 19.21
Eliseu é considerado o profeta que mais realizou milagres na Bíblia. Isso não aconteceu da noite para o dia, nem foi resultado e um aprendizado teórico. O serviço profético de Eliseu foi resultado de uma vida inteira dedicada ao chamado de servir ao outro.
Antes de se tornar profeta, Eliseu era um lavrador na terra de seu pai, que, muito provavelmente, era rico. Ele arava a terra com uma das doze juntas de bois, sinal de poder e de prosperidade. Eliseu trocou toda a segurança de uma carreira sólida para caminhar com um profeta que lançou sobre si uma capa, sinal de autoridade e de compromisso.
Elias, o profeta que lançou a capa sobre Eliseu, tinha uma escola profética. Não consistia em um conteúdo programático nem um sistema de avaliação. A escola era baseada num critério simples: auxiliar ao profeta como servo. E o mestre não era de se desprezar: já havia mandado chover e descer fogo do céu, enfrentado governos e religiosos, vivido na pobreza e no luxo.
Ao renunciar a tudo, Eliseu teve o cuidado de deixar tudo para trás: despediu-se de seus pais e desfez-se da junta de bois, fazendo um churrasco deles para todas as pessoas que estavam próximas.
De todos os aprendizes de profeta, Eliseu era reconhecidamente, até pelos seus colegas, o mais aplicado e o mais próximo de Elias. No dia da despedida e da consagração, só havia um desejo: ter o dobro da espiritualidade de seu mestre.
Sua vida foi marcada por sua dedicação ao ministério profético. Inspirou a outros jovens candidatos a profetas. Quem o via passar o reconhecia como profeta. Sua fama chegou até os reinos vizinhos. Mesmo após sua morte, quando um inimigo caiu morto em seu sepulcro, operou milagres.

Quanto é capaz uma vida dedicada à missão de servir ao outro como instrumento divino? Eliseu nos lembra que o maior valor de nossa vida está em colocá-la a serviço do outro dentro da perspectiva do propósito divino.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ação de Graças e cultura de gratidão / Thanksgiving and gratitude culture / Acción de Gracias y la cultura de gratitud

Deem graças em todas as circunstâncias [...].” 1 Tessalonicenses 5.18
A última quinta-feira de novembro é lembrada em todas as comunidades protestantes do mundo como o Dia de Ação de Graças. Nos Estados Unidos e no Canadá, é feriado nacional. Trata-se de um dia que deve ser de gratidão, com expressões celebrativas de louvor a Deus pelas oportunidades que se teve durante o ano.
Não é uma data que faça parte de nossa cultura brasileira. Para os povos do hemisfério norte, corresponde a uma época do outono e ao fim do período de colheita, preparando-se para os rigorosos dias de inverno com neve. Aqui, estamos em plena primavera, já sentindo os sinais do verão intenso que está por vir. Lá, agradecem a Deus pela safra; aqui, deveríamos agradecer pela vida simplesmente.
A data foi instituída pela primeira vez nos Estados Unidos para ajudar o comércio no período de recuperação da Grande Depressão. O então presidente Roosevelt queria que houvesse uma motivação a mais para que o povo antecipasse as compras do Natal e aumentasse o período de propagandas que estimulavam o consumo.
No Brasil, a ideia de um Dia de Ação de Graças foi trazida pelo republicano Joaquim Nabuco, depois de assistir a uma empolgada celebração em Nova Iorque. Morreu sem ver o seu projeto realizado, pois foi o presidente Gaspar Dutra que acabou instituindo a comemoração (sem feriado) anos mais tarde.
Seja uma data que atenda interesses consumistas ou não, é importante enfatizar dois aspectos: primeiro, o Dia de Ação de Graças é um legado da fé protestante; segundo, agradecer a Deus é sempre oportuno e necessário.

Celebrar ao menos um dia de gratidão no ano é um exercício de aprendizado. Se você não consegue fazer isso ao menos uma vez, dificilmente estará em condições de desenvolver um coração agradecido, que é uma parte da proposta de espiritualidade bíblica para aqueles que se dispõem a viver segundo a vontade de Deus.

domingo, 23 de novembro de 2014

Transformado: Como a fé pode transformar a sua vida / Transformed: How faith can transform your life / Transformado: Cómo la fe puede transformar tu vida

A única maneira de realmente mudar a sua vida é mudar a maneira como você pensa. Você não pode esperar grandes mudanças querendo permanecer do mesmo jeito. Todos nós precisamos experimentar uma mudança na maneira de compreender e lidar com algumas áreas de nossa vida pessoal: nossas finanças, nossas emoções, nossos relacionamentos, nosso futuro e até a nossa carreira profissional.
Quando permitimos que a nossa maneira de pensar mude, isso também altera a nossa maneira de viver. Para isso, todos nós precisos estabelecer metas e princípios que orientem a nossa vida de maneira bem-sucedida. E a melhor maneira de fazer isso é através da fé. Estabelecer desafios para si mesmo envolve uma responsabilidade de empregar todas as suas capacidades, habilidades e energia para alcançá-los. E estes desafios serão cada vez mais relevantes se forem claros, mensuráveis e realistas. Ou seja: tenham a ver com a sua realidade como pessoa e todas as suas relações. Você é uma pessoa criada à imagem e semelhança de Deus para viver de acordo com seus propósitos. Enquanto isso não acontecer, sempre nos compreenderemos como uma condição incompleta.
Ao estabelecer seus desafios, leve em consideração o que pode honrar a Deus em sua vida. Pense em pequenos e grandes desafios. Pensar grandes coisas nos conduz a grandes realizações. Porém, você jamais conseguirá grandes realizações se não valorizar e se ocupar das pequenas coisas. A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas simples que tiveram experiências significativas de transformação por meio da fé.
Nós temos a palavra final quando o assunto é mudar a nossa maneira de pensar. E quando mudamos a mente, mudamos o modo de vida. Isso quer dizer que, se você orientar o seu modo de pensar para o que Jesus ensinou, você construirá uma vida mais próxima da vontade dele. Portanto, aprenda mais sobre hábitos, conceitos e características que Jesus ensinou que permitem uma mudança de atitude e que proporcione maior realização pessoal.
O grande desafio da vida não é desenvolver determinados conhecimentos ou dominar um conjunto de doutrinas, mas ser uma nova pessoa. Isso significa orientar a vida por valores diferentes do que tem dominado a lógica secularizada do mundo contemporâneo. Ser diferente não é o mesmo que ser um estranho, mas desenvolver um sentido de humanidade que leve em conta os propósitos de Deus para a vida humana.
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