sexta-feira, 3 de abril de 2015

Um dia para viver / A day to live / Un día para vivir

O que você faria se soubesse que tem apenas um dia de vida? Este foi o dilema de Jesus nas últimas 24 horas antes de sua crucificação. Porém, ele fez coisas e deixou lições que valeram para toda a humanidade.
Como lidar com a ambiguidade da vida e ainda assim deixar um legado para as próximas gerações? Viver cada momento como se fosse o último, mesmo em situações adversas, pode ser determinante para as escolhas que temos a fazer.
Você certamente já conhece a série de tevê norte-americana “24 horas”, em que um agente secreto tem apenas 24 horas para desvendar um caso. O mais curioso da série é o título em inglês que ela recebe: “Deadline”, que pode ser traduzido como “prazo final” ou mesmo “tempo determinado”. Literalmente quer dizer “linha da morte”. O termo é usado para definir o prazo de entrega de um determinado projeto ou serviço.
Isso lembra a necessidade de aproveitar bem o tempo e as oportunidades. Para não perder nem uma coisa nem outra, você precisa ter propósito naquilo que faz, principalmente quando a vida de outros está implicada. Precisamos aprender a conviver com o fato de que a vida é limitada e as oportunidades são únicas e decisivas para a nossa realização pessoal.
Mais do que isso: a nossa vida é uma oportunidade única para sermos aquilo para o qual Deus nos criou. Se levarmos em consideração o que o astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser tem afirmado, chegaremos à conclusão de que, de fato a vida é rara. Ele disse: “temos que repensar nossa importância cósmica, como seres pensantes num universo em que a vida é extremamente rara.O físico inglês Stephen Hawking reconhece que não só a Terra, mas o universo inteiro é propício à vida, e em particular à vida humana. Isso deve nos levar a celebrar a vida e a fazer dela mais significativa. Os dinossauros e os neandertais viveram milhares de anos neste planeta sem precisar de automóveis, avião ou celular. Nós, no entanto, temos inteligência suficiente para torná-la mais significativa sem que isso signifique um risco para a sua manutenção.
Viver, por si mesmo, não tem um plano. Nós é que precisamos dar à vida um sentido de existência. E o prazo que temos para fazer isso é agora. Ninguém pode decidir o que acontecerá amanhã, por isso é que se torna muito importante fazer bom uso de cada momento vivido. As coisas que fazemos, nossas escolhas e os relacionamentos que desenvolvemos hoje são oportunidades únicas de fazermos com que nossa vida seja mais significativa tanto para nós mesmo quanto para aqueles que amamos.
Nas últimas horas de Jesus, ele tomou decisões importantes e realizou coisas expressivas para aqueles a quem amava que tiveram consequências para toda a humanidade. Em seu último dia de vida antes da cruz, ele fez questão de estar em comunhão com seus amigos, foi traído por um dos seus, gastou tempo a sós com Deus, foi preso e julgado injustamente e ainda trilhou o caminho humilhante da cruz. A maneira como enfrentou cada circunstância, mesmo as mais duras e contraditórias, foi enfrentá-las como oportunidades únicas para deixar uma lição de vida.
O tempo que passamos ao lado de pessoas queridas, a maneira como lidamos com aqueles que nos fazem mal, nossa intimidade com Deus, os juízos que nos são lançados e as lutas que temos que enfrentar são situações que estão sempre presente em nosso cotidiano. Elas exigem de nós escolhas e atitudes que podem deixar marcas profundas que vão afetar as pessoas a quem amamos.
Jesus deixou seu exemplo de vida até mesmo no seu último dia. A cruz não foi o seu fim, mas o começo de uma grande obra transformadora que atinge a toda a humanidade. E ele soube aproveitar cada momento em que aqui viveu para colocar a sua vida toda a disposição do propósito divino de salvar a humanidade. Isso deve nos levar a pensar no que fazer neste tempo que nos resta, não importa o quanto seja.

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