sábado, 7 de fevereiro de 2009

Motivação para enfrentar a crise / Motivation to face the crisis / Motivación para hacer frente a la crisis

Qual é a sua motivação para enfrentar crises?
Veja em qual dessas atitudes você se enquadra:
a) A atitude do Leão da Montanha. Ele era um simpático felino rosa que se vestia com punhos e gola de uma camisa antiga, além de uma inconfundível gravata. É um personagem de desenho animado da década de 1960. O Leão da Montanha caiu no gosto do público graças ao seu charme, elegância e estilo. Educado, articulado e com um “ar” de ator canastrão, tinha uma estratégia para se livrar das crises: com o uso do jargão característico, “Saída, pela esquerda”, fazia menção do caminho para sair de cena. Seu perfil deixou uma marca inesquecível para os fãs da série: o genial jogo de cintura para sair de situações complicadas. Sua pose mais conhecida é justamente a em que coloca os braços em posição de quem vai sair correndo para fugir de uma confusão!
b) A atitude da hiena pessimista. Quem não se lembra também de Hardy, ainda na década de 1960, uma hiena que sempre via problema em tudo. Sua frase preferida era “Eu sei que não vai dar certo... Oh, dia, oh, céus, oh, azar...”, que virou um bordão conhecido. Seu companheiro era Lippy, um leão otimista, que sempre bolava planos curiosos para os dois se darem bem, mas Hardy, com todo o seu pessimismo, nunca acreditava que teriam sucesso.
Neste momento em que tanto se fala de crise mundial, gostaria de ajudá-lo a entender como é possível ter disposição para enfrentar tempos difíceis. Não é que você saia por aí procurando uma crise para viver. Você não precisa procurá-la. Ela virá até você, quer você queira ou não.
Segundo os dicionários da língua portuguesa, crise significa: um momento decisivo, uma alteração repentina no curso de algo. Vem da palavra grega krisis, que significa juízo, o que leva à necessidade de discernimento. John Kennedy lembrou, no auge da crise da guerra fria, em 1959, que a palavra crise no dialeto chinês é escrita com dois caracteres: o primeiro significa abismo, perigo, risco; o segundo, oportunidade.
Tenho para mim que a crise financeira atual, que se abateu sobre o mercado mundial, serve para trazer de volta a preocupação com as desigualdades humanas. Isso nos leva a pensar que a crise não é o problema em si, mas a maneira como somos afetados pelos problemas gerados pela crise. O modo como reagimos ao problema é que define a proporção da crise.
É certo que vamos enfrentar tempos difíceis, mas o que importa é que façamos disso uma oportunidade de crescer e aprofundar o nosso relacionamento com Deus e com as pessoas que nos cercam. Certamente há aquelas pessoas que, diante da crise, desistem. Mas há aqueles que, em meio à crise, encontram motivação para seguir adiante e tentarem de um outro modo.

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