sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Marcas da espiritualidade contagiante / Contagious spirituality / Marcas de la espiritualidad contagiosa

Jesus é sem dúvida o maior mestre de espiritualidade que já existiu. Ele investiu no seu relacionamento íntimo com Deus. Certa vez ele experimentou o que chamaríamos de um êxtase místico. A Bíblia chega a dizer: “E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz” (Mateus 17.2).
O episódio da transfiguração é interessante. Três discípulos foram especialmente escolhidos por Jesus para terem uma experiência sem igual. Não eram os melhores; eram os mais chegados. Não eram os mais perfeitos; eram os que Jesus sabia que iriam receber marcas profundas do que estava por acontecer.
Um era colérico, intempestivo, açodado. Outro era legalista, formal, meticuloso. Outro era de ressentir, jovem demais, que se deixava alterar o humor ao mais leve problema.
Os três passaram alguns instantes contemplando a glória de Deus, manifestada ali, na frente deles. O Pai permitiu que Jesus tivesse um breve contato com aquela glória anterior, a mesma que existia antes da formação do mundo. Jesus sentia saudade da glória celestial. Sabia de sua missão. Por isso, como perfeito homem que foi, não via a hora de ver a glória restaurada. Dessa vez, de uma forma tal que seres mortais como nós tivessem acesso. Era uma resposta a um de seus mais secretos desejos: “Glorifica-me... com aquela glória que eu tinha contigo” (João 17.5).
Aqueles três discípulos tiveram suas vidas marcadas pelo pequeno vislumbre da glória de Deus. O Pai amoroso acolhe o Filho que lhe dá prazer. A nuvem estava ali presente, envolvendo aquele encontro do verbo encarnado com as criaturas celestes. Não havia o que fazer. Que barraca que nada! Não basta passar uma noite aqui! Só vale a eternidade diante da glória de Deus! Os três prostrados com o rosto em terra deviam ter feito longas e pesadas orações de confissão e súplica. Certamente clamaram para que não fosse retirado deles a oportunidade de mais uma vez estar diante da glória do Senhor.
Quando os três e Jesus desceram do monte da transfiguração, o contraste com os que não estiveram diante da glória de Deus era grande. De um lado, contagiante alegria. De outro, o fracasso e a incapacidade de servir. A vida daqueles três, porém, não foi a mesma. Um destacou-se como líder da igreja até a morte, Pedro. Outro se sentiu privilegiado por ter sido o primeiro mártir entre os apóstolos, Tiago. E outro perseverou até o final mesmo quando prisioneiro por causa da fé, João.
Defendo uma espiritualidade que altere o rumo da vida. Não há como ter passado momentos em contato com Deus e permanecer do mesmo jeito. Você precisa permitir que marcas profundas aconteçam, por ter passado tempo na presença dele, de tal maneira que nada signifique mais do que ter estado diante da glória de Deus, ao menos que por um instante.

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