domingo, 6 de abril de 2014

Desencantamento do mundo / Disenchantment of the world / Desencantamiento del mundo

Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.” 1 Coríntios 1.25
Max Weber, sociólogo alemão do século XX, afirmou que a maneira de pensar do ocidente na modernidade foi marcada pelo que chamou de “desencantamento do mundo”. Ele queria se referir ao fato de que, até o fim da Idade Média, as pessoas estavam acostumadas a explicar a realidade a partir da sua experiência religiosa. Com a modernidade, passou a buscar explicações racionais para a realidade.
Um mundo desencantado é aquele em que não há espaço para o que a ciência não pode explicar. Ficam de fora do conhecimento: a compreensão de Deus, as relações com o sagrado e as experiências subjetivas da fé. Para a racionalidade moderna, essas coisas não passam de fenômenos fantasiosos e mágicos.
Isso significou a racionalização da fé e a redução da experiência de Deus a uma prática ingênua e a uma moralidade. A religiosidade racional limita o conhecimento de Deus a fórmulas pré-concebidas. Porém, com as mudanças experimentadas após a Segunda Guerra Mundial, o que se vê é um reencantamento do mundo, um retorno da busca pela espiritualidade. Afinal, a ciência mostrou-se incapaz de nos salvar.

Pessoas precisam de Deus como sempre precisaram. Pessoas são confrontadas com a transitoriedade da vida como sempre foram. Pessoas têm abertura para o futuro e a esperança como sempre tiveram. Reencontrar o encanto da vida é encontrar Deus nos lugares em que a vida acontece.

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