sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Deus, além do delírio / God, more than a delirium

Gostaria de falar sobre a experiência de Deus como uma necessidade, mas que não pode ser avaliada simplesmente à luz de uma lógica racional. A base para isso é a análise do texto de 1 Coríntios, em seu capítulo 1, no qual Paulo fala da sabedoria e do poder de Deus que se apresenta como loucura e fraqueza para o homem.
Veja o que diz em um dos trechos: “Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é”, (1 Coríntios 1.28)
Em função disso, defendo a idéia de que é preciso conhecer Deus para além de nossa condição humana. “Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus”, 1 Coríntios 1.18. A queda (aquela mesma do Edem, com adão e Eva), que deu origem ao pecado, é a causa de não conhecermos Deus como Ele é. Entender o problema da queda e a conseqüência disso em relação à experiência com Deus é um requisito para iniciarmos o nosso relacionamento com Deus. Nesse sentido, Jesus Cristo é a solução para o problema provocado pela queda.
É preciso conhecer Deus para além da razão humana. “Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que crêem por meio da loucura da pregação”, 1 Coríntios 1.21. A sabedoria de Deus é revelada em meio a nossa vivência com Ele. Deus se importa com a nossa dor. As coisas que nos fazem sofrer afetam o coração de Deus também.
É preciso conhecer Deus para além de nossa capacidade. “Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem”, 1 Coríntios 1.25. A ausência da hipótese de Deus na pós-modernidade dá lugar à necessidade de um orientador, de conselheiros, de guias espirituais e de gurus como substitutos do Deus que fale face a face com o homem. ‘Mas é preciso evitar a tentativa de colocar Deus numa brecha, como se pudesse forçar a sua compreensão.
É preciso conhecer Deus para além de nossas emoções. “Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte”, 1 Coríntios 1.27. Crer em Deus tem a ver com nossas fragilidades, com nossas sensibilidades. A experiência de Deus está mais ligada às nossas necessidades emocionais e de relacionamentos.
Para você, crer em Deus é um delírio? Pois saiba que é algo que está para além do delírio.
(A propósito, li recentemente o livro Deus, um delírio, do biólogo Richard Dawkins. Seus argumentos não são consistentes para fazer alguém descrer - como alertou no começo do livro. Antes, é uma demonstração bastante contundente de como anda o ateísmo contemporâneo. Se vale a pena ler? Você é quem sabe. A Bíblia recomenda examinar tudo e reter o que é bom)

7 comentários:

  1. Fazia tempos que não frequentava a igreja...comecei a ir de novo, nos últimos tempos e levando meu filho! É importante!

    beijo :)

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  2. passando para te convidar para uma blogagem coletiva! O assunto é importante, passa lá no blog!
    beijo

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  3. Oi Tita. Fiquei feliz com tua decisão. Vai firme. conte comigo. Quanto à blogagem, vamos nessa.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Gostei muito do seu texto.
    Concordo inteiramente com a idéia de que Deus está além da razão e da emoção. A experiência é, possivelmente, a única forma de percebê-lo. Só não acho que exista uma hipótese pós-moderna da ausência de Deus, antes, com o fim das metanarrativas (Lyotard), a negação de Deus é que se constitui uma impossibilidade.
    De qualquer forma, gostei muito do seu texto.

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  6. Oi Cleber,
    Muito bom seu comentário. Sobre as metanarrativas e Lyotard precisaremos conversar mais. O discurso hodierno da negação de Deus, na verdade, tem um não-dito que precisa ser bem analizado. a gente chega lá. Um forte abraço

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  7. Adorei o livro que voce nao gostou. Acho que todos deviam ler, assim com a biblia e os livros de mitologia, e tudo mais. Acreditar literalmente, eh outra historia... Eu acredito no livro. Abracos, R

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