domingo, 8 de novembro de 2015

A quem você segue quando diz que segue a Jesus? / Who do you follow when you say that following Jesus? / ¿A quién sigues cuando dices que sigues a Jesús?

E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo. Lucas 14.27 
Quando Jesus começou o seu ministério, disse para um grupo de pessoas rudes e humildes “segue-me”. Aqueles que atenderam ao seu chamado inicial provocaram uma revolução no mundo com uma mensagem viva de transformação e de libertação. Eles se tornaram conhecidos por serem seguidores de Jesus.
Esse mesmo chamado ecoa nos dias atuais. Jesus continua a chamar pessoas para segui-lo. O problema é que a ideia de seguir a Jesus hoje está diretamente vinculada a um sistema religioso que se construiu a partir da necessidade de se adotar um modo de vida que cristaliza algumas práticas de espiritualidade como formadoras de identidade. Seguir a Jesus se transformou em sinônimo de seguir a uma religião, ou até mesmo a uma expressão dela. Desse modo, não basta dizer-se cristão para afirmar o seguimento de Jesus, é preciso também estar ligado a um grupo religioso específico que se autointitula defensor de um determinado modelo de espiritualidade. Soa estranho, mas é muito comum ouvir testemunhos do tipo: “antes eu era católico, agora sigo a Jesus”. Isso lembra o fato de que, num mundo de tanta diversidade, até mesmo o seguimento de Jesus encontra-se fragmentado.
Daí a pergunta inicial: a quem você segue quando diz que segue a Jesus? Para responder a essa pergunta, algumas implicações nos chamam a atenção:
a) Como afirmar que seguimos a Jesus diante dos conflitos inerentes à nossa condição de pessoa?
d) Que caminhos podemos percorrer para seguir a Jesus em meio a um mundo fragmentado e globalizado?
e) Como viver de forma autêntica a proposta de libertação independente das amarras criadas pela mentalidade religiosa que se construiu em torno do seguimento de Jesus?
A primeira constatação é que seguir a Jesus não tem nada a ver com seguir uma religião. O fato de pertencer a uma religião cristã não faz de ninguém um seguidor de Jesus. Porém, só dá para ser cristão seguindo a Jesus. Se não há um comprometimento com o chamado de segui-lo, não há também possibilidade de tomar parte das transformações históricas e da ação libertadora que a fé cristã promove.
Não somos chamados a seguir uma doutrina, uma instituição ou um sistema. Somos chamados a seguir uma pessoa que viveu historicamente, que deixou ensinos significativos sobre a vida humana e que sinalizou as ações que podem fazer deste mundo um espaço de realização humana.
Uma segunda constatação está relacionada à cultura de mercado, em que nos acostumamos a associar todas as nossas condutas como se estivéssemos em um supermercado, em que eu tenho uma suposta capacidade de escolha diante de uma infinidade de produtos em oferta. Não dá para transformar o seguimento de Jesus em um produto e a nossa relação com ele em um consumo.
Seguir a Jesus é uma decisão que envolve viver a fé em meio a um conflito: o de colocar em prática os ensinos de Jesus e de imitar o seu caráter diante das situações concretas de desigualdades, carências e fragilidades que há no mundo. Significa se constituir em uma nova imagem de Cristo para aqueles que se encontram perdidos ao longo da caminhada que é a vida.
Seguir a Jesus traz consequências para a nossa vida. Se isso não faz de você uma pessoa melhor, precisa urgentemente descobrir a quem está seguindo.

Um comentário:

  1. Para mim a tarefa mais difícil nos dias atuais.... Seguir Jesus e imitá-lo.....

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