sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Há esperança / There is hope / Hay esperanza

Algumas vezes a gente se pergunta: o que fazer? E isso normalmente acontece quando não temos mais perspectivas, quando nossos recursos se esgotam, quando não há mais esperança. O que fazer quando estamos diante do perigo? O que fazer quando estamos em dúvida? O que fazer quando as coisas pioram? A resposta a essas perguntas não está numa fórmula mágica, não há uma receita de bolo para quando tudo não vai bem.
A grande questão que nos envolve é que a maioria das situações que vivemos é improvável. O futuro não é previsível. Viver já é correr um grande risco de que as coisas podem não dar certo conforme imaginamos.
Um médico amigo meu, tentando explicar o fenômeno do desenvolvimento biológico humano, disse que o fato de estarmos vivos é que se constitui um grande milagre. Quais são as chances de um espermatozoide fecundar um óvulo dar certo? Mínimas, diria ele. Uma em milhões. E durante o processo de multiplicação celular, que é o nosso desenvolvimento, há mais chances de haver problemas do que acertos. Estar aqui hoje falando com você, tendo tudo no lugar, é um grande privilégio, apesar dos problemas, dos defeitos físicos, das eventuais disfunções.
Isso serve para nos mostrar que, no que diz respeito à vida, nem tudo está perdido, apesar das aparências. Jesus disse para seus discípulos: “Não fiquem aflitos.” Há uma saída quando chega o dia mau. Ele disse mais: “creiam em Deus e creiam também em mim” (João 14.1 NTLH). Isso não quer dizer que ele vai eliminar todos os problemas da nossa vida. Ele não prometeu isso. Ele não disse que viver é fácil e que há soluções mágicas para os problemas. Mesmo quando realizou milagres, Jesus não o fez como um truque para encantar as pessoas.
Jesus se importou com as nossas situações de perigo sim. E ele demonstrou que pode intervir quando tudo não vai bem. Mas a razão pela qual ele quer e pode fazer isso é para que a gente aprenda a aproveitar bem a vida apesar das circunstâncias.
Em sua ação e em seu ensino, Jesus deixou claro que uma dificuldade enfrentada pode ser uma grande oportunidade para que Deus manifeste a sua glória e o seu poder em nossa vida. As situações de prova, de luta e até mesmo as tentações não devem ser vistas como uma manifestação do mal ou uma maldição que conspira contra nós. Elas são oportunidades de dependermos de Deus e confiramos em seu poder.
A experiência de Deus que precisamos ter envolve toda a nossa vida. Não faz sentido a gente ter uma experiência de Deus que fique restrita ao instante mágico ou somente quando preciso do milagre. Na verdade, a experiência de Deus está para além do mágico.
Que fique claro que ele é o Deus que intervém, o Deus do milagre, o Deus que sara nossas feridas, que se compadece de nossas dores. E ele age assim porque sabe que estamos longe de sua graça, mergulhados em um mundo de incertezas e falhas. Ele age movido pelo imenso amor e estranho amor que tem por nós. Tudo o que ele de fato quer é trazer a nossa vida à normalidade, para o lugar e o modo de viver que ele sempre imaginou para nós.
Quando você passar por uma situação limite em que parece que não há mais saída, lembre-se que essa é a hora de você repensar a sua relação com Deus e experimentar o modo dele cuidar de você, deixando que ele assuma o controle dali em diante.

Um comentário:

  1. Prezamado Irenio Chaves,

    A paz do Senhor!

    Parabéns por esta matéria que, com certeza, é o resultado das informações providas por uma vida recheada de experiências com o Criador.

    O Senhor seja contigo!

    O menor de todos.

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