domingo, 5 de outubro de 2014

O que falta? / “What do I still lack?” / “¿Qué más me falta?”

“Disse-lhe o jovem: ‘A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda?’”Mateus 19.20
A pergunta do jovem rico a Jesus é a pergunta de toda a humanidade: o que eu posso fazer para ter uma vida melhor? Ela contém duas ideias embutidas: a primeira é a de que por mais que eu conquiste bens na vida, isso nunca será suficiente para uma vida melhor; a segunda é que por mais que eu faça o bem, isso do mesmo modo nunca será suficiente.
O conceito de vida que o jovem traz consigo não corresponde ao aspecto material e circunstancial do viver. Ele pergunta pela vida além da vida, a que excede o biológico e até o existencial. Refere-se à suspeita de que todos nós temos de que há um porvir, o que fortalece a hipótese de que não fomos feitos apenas para uma vida aqui, limitada, entre o nascer e o morrer.
Para essa vida que se abre para o que está além, para o eterno, a humanidade tem tentado se orientar a partir desses dois princípios: o da satisfação material e o do merecimento. De um lado, a sede de se realizar por possuir aquilo que ainda não se tem; de outro, o anseio de fazer o certo para se conseguir o almejado. Ora o pêndulo aponta para um, ora para outro.
Para o moço rico, esses dois princípios não eram suficientes. Por mais rico que fosse e por mais que praticasse os dez mandamentos, ainda lhe faltava alguma coisa. Assim como ele, todos nós temos a ilusão de que a o bem-estar é resultado unicamente de uma conquista pessoal.
Jesus, porém, aponta para um teste de realização: o jovem teria que abrir mão de tudo o que lhe dava segurança para seguir a Jesus.
Um grande desafio. Se você tivesse que escolher hoje deixar tudo o que tem para seguir a Jesus, qual seria a sua decisão? A maior dificuldade das pessoas em entender essa proposta é que seguir a Jesus não é uma alternativa: é a única escolha sensata para uma vida melhor e mais feliz. E a razão dessa minha afirmação é a vida que se baseia no seguimento de Jesus é a única maneira de se alcançar o sentido de realização pessoal.

O jovem rico saiu triste. Possivelmente ainda não estivesse preparado para essa decisão. Ele é um retrato fiel das escolhas que fazemos. É muito mais fácil você se ocupar acumulando bens ou cumprindo uma agenda de boas maneiras e boas atitudes do que fazer os ajustes na vida para seguira a Jesus. Porém, não há nada que nos realize mais do que viver de acordo com os seus ensinos. Garanto.

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