segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Calcule os riscos / Take the risk / Asumir el riesgo

“[...] Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? [...]” 1 Reis 18.21 
Toda vez que você for investir em algo, é importante analisar o custo de fazer bem como o custo de não fazer. Há um custo de se fazer o que se deseja e o custo de não fazer o que se deseja. Você pode pagar um preço por ter o que quer ou pagar um preço por ter perdido uma oportunidade.
O risco pode ser entendido como a probabilidade de vir a acontecer uma situação adversa que pode causar consequências, problemas ou danos. A análise de riscos exige uma certa transparência, uma avaliação mais abrangente da complexidade que envolve uma determinada decisão e até uma tomada de decisão que vise sanar dúvidas e orientar o processo de gestão que a ação demanda. A análise de risco, portanto, implica na avaliação, na gestão e na comunicação dos riscos a serem enfrentados.
A melhor maneira de correr risco é avaliar o custo de encará-los ou não, uma vez que é impossível evitá-los. Os custos podem ser monetários, mas há também os custos não monetizados. É preciso desenvolver um modo de reconhecer os riscos, aceitá-los, interpretá-los e de enfrentá-los de forma consciente, uma vez que eles estão presentes em todos as circunstâncias desta vida.
Ben Carson, em seu livro Risco calculado: aprenda a decidir com ousadia, sugere um modelo de análise das situações que demandam nossas escolhas segundo as melhores e as piores possibilidades. Ele argumenta que sempre que esteve diante de uma decisão difícil ou uma situação de risco, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, orientou o seu pensamento, sua análise de risco e o seu planejamento a partir de quatro simples perguntas:
a) Qual seria a melhor coisa que poderia acontecer se fizesse isso?
b) Qual seria a pior coisa que poderia acontecer se fizesse isso?
c) Qual seria a melhor coisa que poderia acontecer se não fizesse isso?
d) Qual seria a pior coisa que poderia acontecer se não fizesse isso?
Nossas escolhas têm consequências, por isso é difícil escolher bem. Fazer a escolha certa é sempre acompanhado de dúvidas e incertezas, e isso pode provocar conflitos. Porém, isso resulta também em crescimento e aprendizado. Em função disso, Ben Carson diz:aprendi que grandes responsabilidades geralmente são acompanhadas de grandes honras e oportunidades”.
Nem sempre na vida vamos ter os sinais verdes para nós. É preciso também compreender os sinais amarelos e identificar com clareza quando o sinal vermelho acende. Ter medo dos riscos pode inibir a criatividade e a liberdade. Uma vida sem riscos seria o ambiente propício para o autoritarismo e a alienação. Pessoas que não assumem correr riscos acabam ensimesmadas, entediadas e até agressivas. É a possibilidade de correr riscos que nos conduz a novas descobertas, o risco da derrota nos ensina novos sentidos do que é sucesso, vitória e realização pessoal.
Vivemos em uma cultura que nos ensina a evitar os riscos, buscando a segurança e o conforto. Porém, quando procuramos nos proteger, perdemos a oportunidade de experimentar a vida em suas melhores expressões.
Não podemos nos esquecer de que a vida é feita de incertezas. Embora possamos nos cercar de tantos recursos e estratégias para nos sentirmos seguros, não temos a garantia de que estamos livres dos imprevistos. O improvável, o imponderável e a incerteza fazem parte do nosso cotidiano mais do que aquilo que podemos provar, conhecer ou ter convicção.
Em todo o tempo, somos desafiados a deixar a nossa zona de conforto e a agir. É isso que pode definir o que somos e o que podemos nos tornar. Aquele que conseguir ir mais longe é o que teve a ousadia de se arriscar um pouco mais.

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