terça-feira, 24 de março de 2009

Exemplo de mentoria espiritual / Example of spiritual mentoring / Ejemplo de mentores espirituales

Um dos exemplos de mentoria espiritual que encontramos na Bíblia é Barnabé. Você já ouviu falar de alguma procissão em devoção a São Barnabé? Já leu algum livro, carta, bilhete ou quem sabe um “scrap” escrito por Barnabé? Conhece algum grande feito que ele realizou ou algum grande movimento que liderou? Eu também não. Apesar disso, ele é o maior exemplo de prática da mentoria espiritual que podemos encontrar na Bíblia depois de Jesus Cristo.
A história de Barnabé é relatada no livro de Atos dos apóstolos. Ele mesmo não era um apóstolo. Era um membro comum da comunidade de cristãos de Jerusalém. Sua vida é conhecida por causa das atitudes que tomou em meio a situações de tensão experimentadas pela igreja. Essas atitudes evidenciavam marcas inconfundíveis de seu caráter. Pelo menos algumas dessas situações podem ser alistadas como definidoras dos grandes valores que orientavam a sua vida.
O primeiro valor era a generosidade. Logo no começo, quando a igreja ainda dava os seus primeiros passos, os cristãos desenvolveram o hábito de fazer doações para ajuda mútua. E um dos exemplos expressivos, que mereceu o registro histórico foi o de Barnabé. “José, um levita de Chipre a quem os apóstolos deram o nome de Barnabé, que significa ‘encorajador’, vendeu um campo que possuía, trouxe o dinheiro e o colocou aos pés dos apóstolos”. Atos 4.36-37.
O segundo valor era investir em pessoas. Assim que o temível Saulo se converteu, a presença dele assustava a igreja e até incomodava. Mas Barnabé acreditou na conversão dele e “lhes contou como, no caminho, Saulo vira o Senhor, que lhe falara, e como em Damasco ele havia pregado corajosamente em nome de Jesus”. Atos 9.27. Depois, quando precisou de um companheiro, “Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, quando o encontrou, levou-o para Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos. Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos”. Atos 11.25-26. Se Paulo foi o que se tornou, agradeça a Barnabé.
O terceiro valor era o compartilhamento. Quando os irmãos em Antioquia começaram a se reunir, Barnabé foi até lá para ajudá-los: “Este, ali chegando e vendo a graça de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor, de todo o coração.” Atos 11.23. E quando a própria igreja de Antioquia quis enviar missionários, não teve dúvidas: “Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: ‘Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado’. Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram”. Atos 13.2-3.
O quarto valor era a cooperação. O ministério de Barnabé era: “fortalecendo os discípulos e encorajando-os a permanecer na fé, dizendo: ‘É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus’.” Atos 14.22. E quando tinha que partir para outra cidade: “Paulo e Barnabé designaram-lhes presbíteros em cada igreja; tendo orado e jejuado, eles os encomendaram ao Senhor, em quem haviam confiado”. Atos 11.23.
Mas o irremediável Barnabé não parou quando Paulo resolveu seguir seu próprio rumo. Lá estava ele de novo apostando tudo na formação de João Marcos: “Tiveram um desentendimento tão sério que se separaram. Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre.” Atos 15.39

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