quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Para não deixar de falar de oração

Ia escrever sobre oração. Mas fui dormir esta noite com as últimas imagens da violência no Rio. Um verdadeiro filme de guerra mostrando a ação da polícia na favela da Coréia. Acordei cedo e as imagens nos primeiros noticiários ainda chocavam. O saldo de 12 mortos é constrangedor. Alguém dirá: mas foram 10 bandidos, um policial e uma criança.
Não tem saldo positivo.
Sei que esse confronto é inevitável. O tráfico cria um poder paralelo que tenta instaurar uma nova ordem na sociedade. Essa nova ordem aí está de forma velada e que dá suporte ao tráfico. É uma ingenuidade pensar que aqueles meninos alvejados no meio do mato são os grandes responsáveis pelo tráfico. A ação dos bandidos é ostensiva, sistemática e se organiza a cada dia.
A tentativa de se ter uma nova ordem é porque a ordem atual está corrompida, comprometida com uma série sem fim de vícios historicamente construídos. Vai desde uma estrutura de poder centrado em si mesmo até as atitudes particulares de ver sempre a ordem como que para prejudicar, própria para ser burlada.
E assim vamos. Sei que muito mais a gente ainda vai ver. Mas está chegando a um ponto de saturação tal que exige uma tomada de decisão urgente. Essa decisão não passa por nenhuma instituição da sociedade. Acredito que essa decisão está num plano mais acima, no plano da espiritualidade, que demanda uma atitude pessoal comprometida com o todo.
Somente um grande despertamento espiritual, que caminha na direção do outro, pode apontar caminhos para uma sociedade mais justa e mais igual.
Pode ser que seja só utopia, mas acredito nisso. Por isso eu oro a oração de Habacuque: "Aviva, Senhor, a tua obra no meio dos anos".

2 comentários:

  1. Também vi as imagens e fiquei muito triste, oremos pelo Brasil!

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  2. Já sentia falta dos teus comentários. Estamos nessa: oremos pelo Brasil

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